A Universidade Federal de Lavras (UFLA) realizou o evento Marco Zero do Programa Redes para Internacionalização Institucional – Capes Global.Edu em 1º de abril. O encontro, sediado no Anfiteatro das Pró-Reitorias, marcou o início das ações vinculadas aos projetos aprovados no edital. Gestores, docentes e representantes das instituições parceiras estiveram presentes.
O evento contou com a participação do reitor da UFLA, professor José Roberto Scolforo, do pró-reitor de Pós-Graduação, professor Adriano Bruzi, e do diretor de Relações Internacionais, professor Flávio Medeiros. Integrantes da rede, como o professor Marlon Cristian Toledo Pereira (Unimontes), também participaram por videoconferência.
O professor Marcos Vinícius Giongo Alves (UFT), a professora Maria Helena Tavares de Matos (Univasf) e o professor Rubens Maribondo do Nascimento (UFRN) também integraram a programação. O Marco Zero sinaliza o começo de uma agenda de cooperação acadêmica e científica estruturada.
Essa agenda se baseia na articulação entre instituições brasileiras e internacionais. Os projetos aprovados deverão envolver 35 programas de pós-graduação da UFLA. A previsão é de aplicação de aproximadamente R$112 milhões para o fortalecimento da pós-graduação e a ampliação das ações de internacionalização.
A iniciativa visa impactar o desempenho dos programas na avaliação da Capes. Isso ocorrerá por meio da ampliação da inserção internacional, do fomento a redes de pesquisa e da promoção da mobilidade de estudantes, docentes e pesquisadores.
Cooperação internacional e temas estratégicos
No âmbito da proposta coordenada pela UFLA, duas áreas temáticas estruturam as ações. Elas são o combate à fome e a promoção da segurança alimentar sustentável, e a resiliência climática em perspectiva global.
De acordo com o professor Vitor Pio (ICN/UFLA), coordenador da área de combate à fome, o programa permitirá ampliar os processos de internacionalização da Universidade. Ele destaca que “as ações previstas envolvem mobilidade acadêmica e transferência de conhecimento entre as instituições da rede”.
O professor Vitor Pio complementa que isso “fortalece tanto a formação quanto a produção científica”. Já o professor Rafael Zenni (ICN/UFLA), responsável pela área de resiliência climática, ressalta a formalização de parcerias com universidades internacionais como um dos avanços.
O projeto deverá contribuir para o desenvolvimento e aprimoramento das pesquisas relacionadas às mudanças climáticas. Também visa ampliar a capacidade de resposta frente aos desafios globais. O professor Zenni destaca o intercâmbio de professores, pesquisadores e estudantes como elemento central para o fortalecimento das competências institucionais.
A professora Patrícia Vasconcelos Almeida, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Letras e responsável pela temática de inovação e cognição, enfatiza o impacto do programa sobre os cursos em consolidação. Segundo a UFLA, a iniciativa “contribui para fortalecer programas emergentes”.
A professora Patrícia Vasconcelos Almeida acrescenta que a iniciativa “amplia sua projeção internacional e promove ganhos em visibilidade, desempenho e integração acadêmica”.
Liderança institucional e impacto na pós-graduação
A UFLA atua como coordenadora da rede formada com a Universidade Federal do Tocantins (UFT), a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). A proposta é “Semeando equidade: cooperação global para segurança alimentar, resiliência climática e inclusão social”.
Este projeto deverá receber cerca de R$46 milhões, com possibilidade de apoio complementar da Fapemig. Além disso, a UFLA participa como instituição associada em outra proposta aprovada. Esta reúne UFRN, UEL, UFLA e Unijuí, com investimento estimado em R$66 milhões.
Somadas, as iniciativas ampliam o alcance da internacionalização na UFLA. Elas também reforçam a atuação institucional em redes colaborativas, envolvendo programas de pós-graduação de diferentes áreas do conhecimento. Para o pró-reitor de Pós-Graduação, professor Adriano Bruzi, o resultado representa um avanço na consolidação da política institucional.
De acordo com a UFLA, o professor Bruzi destaca que “a aprovação dos projetos fortalece a inserção internacional da UFLA, amplia oportunidades de formação e contribui diretamente para a qualificação da pesquisa e da pós-graduação”.
Para o reitor, o Marco Zero representa o reconhecimento do trabalho da UFLA na pós-graduação. Ele afirma que “a aprovação desses projetos evidencia a capacidade da Universidade de articular parcerias interinstitucionais qualificadas, no Brasil e no exterior, em torno de temas estratégicos para a sociedade”.
O reitor conclui que “trata-se de uma iniciativa que amplia horizontes, fortalece nossas redes de pesquisa e impacta diretamente a formação de excelência que já é uma marca da UFLA. Parabenizo todos os envolvidos pela conquista e reafirmo nosso compromisso com o avanço da ciência, da inovação e da internacionalização.”
Nesta semana, o pró-reitor, Adriano Bruzzi, participa do evento de lançamento do Programa na Capes, em Brasília.
