Profissionais da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) podem retomar a greve, suspensa em 23 de março. Uma nova assembleia foi convocada para a próxima segunda-feira (13), às 10h, em frente ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. A categoria alega o descumprimento de um prazo para resposta do governo estadual às suas reivindicações e irá deliberar sobre a paralisação.
De acordo com informações do jornal O Tempo, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Fhemig (SindPros), Carlos Martins, afirmou que o governo estadual não cumpriu o prazo de dez dias para analisar a pauta da categoria. O compromisso teria sido firmado em 23 de março, após uma reunião que resultou na suspensão temporária da greve que havia sido iniciada.
“Já se passaram esses dez dias, até descontando o feriado. E a única coisa que tivemos de resposta foi falar de uma reforma no Hospital João XXIII. Nós não precisamos disso, precisamos de valorização”, afirmou Martins. Segundo o sindicalista, a proposta apresentada pelo governo não atende às demandas consideradas prioritárias pelos trabalhadores da saúde em Minas Gerais.
As principais reivindicações da categoria incluem reajuste salarial, o pagamento correto do adicional de insalubridade e melhores condições de trabalho. Além disso, os profissionais cobram a garantia de direitos básicos, como alimentação adequada durante a jornada. Segundo o sindicato, esta pauta de itens prioritários continua sem uma solução apresentada pelo governo estadual.
Suspensão da Greve
A greve dos profissionais da Fhemig foi suspensa no dia 23 de março, após uma reunião com o vice-governador Mateus Simões. A decisão foi tomada em um encontro na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Na ocasião, os trabalhadores aceitaram aguardar o prazo de dez dias solicitado pelo governo para análise das reivindicações apresentadas pela categoria.
“Ele (Simões) pediu um prazo de 10 dias para encaminhar nossa pauta junto às secretarias e apresentar uma resposta. Diante disso, os trabalhadores avaliaram que poderíamos suspender a greve temporariamente”, explicou Carlos Martins na época. A nova assembleia na segunda-feira (13) irá reavaliar o movimento e decidir sobre a retomada ou não da paralisação.
O jornal O Tempo informou que procurou a Fhemig e o governo de Minas para comentar as declarações do sindicato e informar sobre o andamento das negociações, mas não obteve retorno até a publicação da matéria original. O espaço para manifestação dos citados permanece aberto para esclarecimentos sobre o andamento das negociações com os servidores.
