Forças de segurança ficam em alerta após ataque a banco em Minas Gerais

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Um ataque com explosivos a uma agência do Banco do Brasil em Guidoval, na Zona da Mata mineira, na madrugada desta sexta-feira (10), resultou na detenção de três suspeitos. A ação, que destruiu parte da agência, coloca as forças de segurança em alerta para um possível retorno da modalidade de crime conhecida como “novo cangaço”, segundo informações do jornal O Tempo.

“Claro que um evento dessa magnitude deixa as forças de segurança mais atentas a esse tipo de movimentação”, afirma o delegado da Polícia Federal, Daniel Fantini, chefe da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco). Conforme o jornal O Tempo, o ataque ocorreu a 70 metros do batalhão da PM, mas sem disparos contra a estrutura policial ou registro de feridos.

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Minas Gerais registrou um pico de 252 ocorrências semelhantes em 2016. O último ataque de grande repercussão no estado ocorreu há um ano, em Guaxupé, quando criminosos explodiram uma agência da Caixa e atacaram a sede da PM.

Fantini aponta que a redução desses crimes se deve à maior atuação policial e investimentos dos bancos em segurança. No entanto, ele ressalta que estados como Minas Gerais e São Paulo continuam visados pela representatividade econômica e pela extensa malha rodoviária, que facilita a fuga, exigindo vigilância constante das autoridades, segundo o delegado informou ao O Tempo.

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O delegado defende que a Ficco, por integrar diferentes forças como as Polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal, reforce a troca de informações para prevenir novos ataques. “A Ficco pode atuar sendo uma força-tarefa de instituições policiais integradas, estreitando os contatos instituições para que as informações circulem de forma mais rápida para que a gente possa reagir de forma imediata e rápida para frear essas condutas”, afirmou.

Sobre o ataque

A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) informou que, até o momento, não há indícios de que os suspeitos integrem facções criminosas. Oito pessoas são suspeitas de participar da ação, sendo que três foram detidas: dois homens, de 21 e 33 anos, e um adolescente de 17 anos, conforme informações do jornal O Tempo.

O ataque ocorreu no centro de Guidoval. Imagens registraram os suspeitos usando explosivos, que destruíram a fachada da agência. Cerca de cinco minutos depois, eles deixaram o local com uma mala e uma segunda explosão foi registrada, lançando destroços pela rua. Moradores relataram ter ouvido tiros durante a madrugada. Equipes da Polícia Federal foram acionadas para o local.

Pela manhã, a Fiat Fiorino que teria sido usada pelos suspeitos foi encontrada incendiada. Conforme apuração do jornal O Tempo, o veículo estava abandonado na cidade vizinha de Rodeiro, a aproximadamente 25 quilômetros do local do crime. A descoberta do carro auxilia as investigações sobre a rota de fuga do grupo.

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Posicionamento do Banco do Brasil

Em nota, o Banco do Brasil informou que está colaborando com as investigações policiais sobre o ocorrido. A instituição financeira declarou ainda que, por questões de segurança e para não interferir no andamento do trabalho da polícia, não divulgará informações adicionais sobre o ataque à agência de Guidoval.

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