“`
O Governo de Minas tombou o Conjunto Urbano Hidrotermal e Hoteleiro de Poços de Caldas como patrimônio cultural material do Estado. A decisão foi aprovada durante a 1ª Reunião Ordinária de 2026 do Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep), realizada de forma híbrida.
De acordo com o Governo de Minas, o tombamento ocorre durante a programação do Governo Presente em Poços de Caldas, cidade que sedia simbolicamente a capital mineira nesta semana. O reconhecimento abrange a importância histórica, urbana e turística do município.
Formação urbana
O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) elaborou um dossiê técnico que fundamentou o tombamento. O documento destaca a relevância do termalismo para a origem e o desenvolvimento urbano de Poços de Caldas.
A história da cidade está ligada às águas termais desde o século XVIII. Com a abertura dos primeiros poços em 1826, o município consolidou-se como estância de saúde e turismo, originando um modelo urbano planejado.
O secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, afirmou que o tombamento reconhece a identidade construída em torno das águas termais e dos equipamentos que deram origem à vida urbana local.
Bens protegidos
O conjunto tombado inclui bens de diferentes períodos históricos, com ênfase na expansão urbana entre as décadas de 1930 e 1940. Entre os marcos estão o Palace Hotel, o Palace Cassino, as Thermas Antônio Carlos, o Parque José Affonso Junqueira e a Praça Pedro Sanches.
A proteção também abrange praças, parques, monumentos, fontes, coretos, elementos artísticos integrados e áreas de entorno, com diretrizes para preservação da ambiência urbana.
Desenvolvimento sustentável
Segundo o presidente do Iepha-MG, Paulo Roberto do Nascimento Meireles, o tombamento fortalece o patrimônio como vetor de desenvolvimento sustentável. Ele destacou que a medida consolida a importância da cultura, memória e vocação terapêutica da cidade.
“`
