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O Ministério da Igualdade Racial (MIR) abriu nesta terça-feira (5) as inscrições para a segunda edição do Programa Kala-Tukula de Desenvolvimento de Lideranças para a Governança Global. De acordo com o MIR, o objetivo é fortalecer a participação de representantes quilombolas, de terreiros, comunidades tradicionais de matriz africana, ciganos e outros grupos negros em fóruns internacionais.
As inscrições podem ser feitas até 10 de maio por meio do Edital nº 6/2026. Serão selecionadas 40 lideranças de todo o país, com critérios como paridade de gênero, representatividade regional e experiência em temas socioambientais, climáticos ou de direitos humanos.
Segundo o MIR, o programa inclui oficinas, seminários, mentorias, curso de inglês instrumental e simulações de negociações internacionais. As atividades ocorrerão entre maio e dezembro de 2026, com etapas presenciais em Brasília. Despesas de deslocamento, hospedagem e alimentação serão custeadas.
Requisitos e etapas do processo
Para participar, é necessário ter no mínimo 18 anos, comprovar vínculo com comunidades ou organizações representativas e pelo menos um ano de experiência em áreas relacionadas. Os candidatos devem enviar documentação, currículo e uma manifestação de interesse em texto, áudio ou vídeo.
O processo seletivo terá duas etapas: análise documental e entrevistas, previstas para 1º e 2 de junho. O resultado final será divulgado em 12 de junho de 2026. Ao final do programa, os participantes receberão certificação como Liderança Kala-Tukula para a Governança Global.
Ronaldo dos Santos, secretário de Políticas para Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais do MIR, afirmou que a iniciativa busca ampliar a presença dessas lideranças em espaços estratégicos de decisão. “Essas vozes qualificam o debate internacional com seus saberes e experiências”, disse.
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