O Instituto de Geociências (IGC) da UFMG iniciou os procedimentos técnicos para demarcação física da Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, em Colniza (MT). De acordo com a UFMG, o trabalho conta com R$ 2,1 milhões liberados pela Funai e será coordenado pela professora Sónia Maria Carvalho Ribeiro, do Departamento de Cartografia.
A área de 411.844 hectares foi declarada de posse permanente dos Kawahiva em 2016. A UFMG firmou termo com a Funai em 2025 para executar atividades como georreferenciamento e implantação de marcos físicos. O projeto tem duração prevista de um ano e oito meses.
Segundo a UFMG, a demarcação busca fornecer suporte técnico para regularizar o território conforme a legislação brasileira. A etnia Kawahiva foi confirmada pela Funai há cerca de 30 anos, mas o processo demarcatório nunca foi concluído.
Contexto da demarcação
Sem demarcação, a área enfrenta riscos como desmatamento, grilagem e garimpo. Dados do Instituto ClimaInfo indicam que invasões ao território já resultaram em pelo menos uma morte indígena.
A equipe da UFMG conta com cerca de 60 pesquisadores. O projeto é gerido pela Fundação Christiano Ottoni, com orçamento total de R$ 5,5 milhões. As atividades incluem instalação de placas de identificação dos limites da terra indígena.
