Festival Empodera Hip Hop celebra 50 anos da cultura urbana em BH

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Um post compartilhado por Larissa Amorim (@larissaamorimborges)

A curadoria do Empodera Hip Hop é baseada na interseccionalidade entre gênero, raça e território, buscando promover encontros entre diferentes gerações e trajetórias da cultura urbana. O objetivo é fortalecer redes de contato, estimular a produção cultural nas periferias e ampliar o debate sobre a importância da representatividade.

Programação e Participantes

A programação reunirá nomes da cena local e nacional, como a artista e ativista Vanessa Beco, a arte-educadora Scheylla Bacellar e a pesquisadora Melina Rocha. Também participam a MC Colombiana (Samai Fernandes), a DJ Rudgirl, a multiartista indígena Chellz Tapayó, a produtora cultural Marina Galeri e a artista transdisciplinar Zi Reis, representando diversas áreas de atuação.

O festival terá atividades ao longo de todo o dia. A programação começa às 9h com a “Manhã de Reflexão”, que inclui rodas de conversa sobre ancestralidade e a presença feminina no Hip Hop. Às 11h e às 14h, ocorrerão os “Laboratórios de Arte e Empreendedorismo”, com oficinas de rap, DJ, breaking e graffiti, além de debates sobre o mercado criativo.

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Ao meio-dia, está previsto o “Rolê na Quebrada”, uma vivência cultural pelo Aglomerado da Serra. Às 13h, acontece a “Partilha Ancestral”, um momento de troca que une cultura, alimentação e saberes comunitários. O evento se encerra a partir das 17h30 com o “Palco Empodera”, que contará com apresentações artísticas de mulheres da cena Hip Hop.

A idealização do projeto é de Larissa Amorim Borges, MC, produtora cultural e pesquisadora com atuação no Hip Hop desde a década de 1990. Sua trajetória inclui a participação em coletivos como o Negras Ativas e o Fórum Nacional de Mulheres no Hip Hop. Além do evento, o festival prevê a produção de um podcast e um minidocumentário sobre o tema.

O Festival Empodera Hip Hop – Memória e Futuro acontece no sábado (9), a partir das 9h, no Centro Cultural Vila Marçola. A entrada é gratuita, com um total de 80 vagas disponíveis. O projeto também garante acessibilidade com legendas e tradução em Libras nos materiais audiovisuais que serão produzidos posteriormente como parte da iniciativa.