O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) deflagraram, em 6 de maio, a segunda fase da Operação Vulcano. A ação, com apoio da corregedoria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), cumpriu 56 mandados de busca e apreensão.
O objetivo da operação é desarticular uma organização criminosa que comercializava armas de fogo e munições ilegalmente. O grupo atuava em Belo Horizonte e região metropolitana, fornecendo armamentos para crimes violentos e tráfico de drogas.
Dados parciais da operação indicam a prisão de 11 pessoas, sendo 10 com antecedentes criminais. Foram apreendidas 20 armas de fogo, incluindo pistolas, revólveres e rifles, além de 1.400 munições de diversos calibres.
A operação também resultou na apreensão de 307 pedras de crack, 306 pinos de cocaína e uma barra de maconha. Cerca de R$ 33 mil em dinheiro foram encontrados durante as buscas.
Os mandados foram cumpridos em diversas cidades, incluindo Belo Horizonte, Betim, Contagem, Santa Luzia, Ibirité, Sarzedo, Ribeirão das Neves, São Joaquim de Bicas, Pompéu, Januária, Mário Campos, Capelinha e Montes Claros. O número exato de mandados por município não foi divulgado.
As ordens judiciais foram expedidas com base em informações obtidas de telefones celulares apreendidos e interceptações telefônicas. Dados telemáticos de redes sociais e operações bancárias dos alvos também subsidiaram as investigações.
Os integrantes da organização criminosa foram denunciados na primeira fase da Operação Vulcano, em dezembro de 2025. Na ocasião, suas prisões preventivas foram decretadas.
O MPMG apurou que alguns dos denunciados receptavam armas de fogo, como pistolas semiautomáticas e revólveres, desviadas da 1ª Delegacia da Polícia Civil do Barreiro, em Belo Horizonte. Essas armas eram posteriormente vendidas ilegalmente.
As investigações que fundamentaram as duas fases da Operação Vulcano tiveram início no primeiro semestre de 2025. As informações iniciais indicavam que um indivíduo com registro de Caçador, Atirador e Colecionador (CAC) desviava munições do comércio regular.
Com o apoio de uma rede de comparsas, o CAC revendia as munições para organizações criminosas envolvidas com tráfico de drogas e crimes violentos. Entre as munições desviadas, havia milhares de cartuchos para armas de alta potência, como fuzis 5.56 e 7.62.
Também foram constatadas munições calibre 9 milímetros para pistolas semiautomáticas de uso restrito. A operação contou com a participação de promotores de Justiça e servidores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPMG.
Duzentos e cinquenta policiais militares, nove policiais penais e servidores da Sejusp também participaram do cumprimento dos mandados. Na primeira fase da Operação Vulcano, 17 pessoas foram presas.
Naquela etapa, foram apreendidas 33 armas de fogo, mais de 7 mil munições de calibres diversos e cerca de R$ 108 mil em espécie. Drogas ilícitas também foram encontradas.
Para mais informações sobre a primeira fase da operação, acesse a notícia do MPMG: Operação Vulcano combate comércio ilegal de armas e munições em Minas Gerais.
