Pampulha em Belo Horizonte comemora 83 anos com iniciativas de preservação e turismo

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O Conjunto Moderno da Pampulha, em Belo Horizonte, completou 83 anos neste sábado (16). Reconhecido como Patrimônio Cultural Mundial pela UNESCO desde 2016, o conjunto é um espaço de memória, convivência, cultura, turismo e preservação patrimonial.

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) promove ações de valorização e requalificação, incluindo investimentos em equipamentos culturais, iniciativas de turismo, educação patrimonial e recuperação ambiental da Lagoa da Pampulha.

Projetado na década de 1940 por Oscar Niemeyer, com paisagismo de Roberto Burle Marx, o Conjunto Moderno da Pampulha inclui a Igreja São Francisco de Assis, o Museu de Arte da Pampulha (MAP), a Casa do Baile e o Iate Tênis Clube.

A orla e o espelho d’água da Lagoa também fazem parte do conjunto. Painéis de Cândido Portinari e esculturas de Alfredo Ceschiatti complementam a obra, que integra arquitetura, paisagem e artes plásticas.

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O conjunto é considerado um dos mais importantes patrimônios culturais brasileiros e um dos principais cartões-postais da capital mineira. Ele representa a consagração da arquitetura moderna brasileira no cenário mundial.

A Pampulha foi o primeiro bem cultural moderno do Brasil reconhecido pela UNESCO na categoria Paisagem Cultural. Este reconhecimento posiciona Belo Horizonte ao lado de cidades com patrimônios de importância global.

A cidade de Belo Horizonte possui outros dois reconhecimentos da UNESCO: o Acervo da Comissão Construtora da Nova Capital (CCNC) como patrimônio documental e o título de Cidade Criativa da Gastronomia.

Retorno da navegação turística na Lagoa da Pampulha

Entre as ações recentes de valorização da Pampulha está a retomada da navegação turística na Lagoa, realizada pela Prefeitura de Belo Horizonte desde dezembro de 2025. O passeio gratuito a bordo do Capivarã já soma aproximadamente 200 viagens.

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Mais de 5 mil passageiros foram atendidos, alcançando uma média de satisfação de 9,9 entre os usuários. A iniciativa será tema da próxima edição do projeto “Expedições do Patrimônio”, em 23 de maio.

A atividade, promovida pela Diretoria de Patrimônio Cultural da Fundação Municipal de Cultura, ocorrerá a bordo da embarcação. Ela abordará a retomada da navegação e proporcionará uma experiência de contemplação do Conjunto Moderno a partir das águas.

Obras do MAP Núcleo de Pesquisa e Informação

Outro investimento em andamento é a segunda etapa das obras do MAP Núcleo de Pesquisa e Informação. A Prefeitura de Belo Horizonte iniciou a nova fase da intervenção com investimento de R$ 1,35 milhão do Tesouro Municipal.

O projeto prevê obras no prédio do Acervo e a reforma integral das edificações que abrigarão o Centro de Documentação do MAP (CEDOC-MAP), guarita, copa e um novo bloco para o Abrigo de Resíduos Sólidos (ARS).

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Atualmente, o prédio do Acervo está em fase de acabamentos, instalação de mobiliários e implantação dos sistemas de climatização. As edificações destinadas ao CEDOC-MAP e áreas de apoio seguem na etapa de obra civil.

Esta etapa inclui demolições, estruturas de concreto, alvenarias, divisões internas e outras intervenções de infraestrutura. A previsão de conclusão é para o segundo semestre de 2026.

A implantação do MAP Núcleo de Pesquisa e Informação representa um avanço para a preservação e qualificação do Museu de Arte da Pampulha. O espaço ampliará a capacidade de conservação de acervo, pesquisa, documentação e formação cultural.

O espaço fortalecerá as atividades acadêmicas, educativas e museológicas da instituição. Além disso, contribuirá para a salvaguarda da autenticidade e integridade do patrimônio cultural da Pampulha.

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Restauração do Museu de Arte da Pampulha

A Prefeitura de Belo Horizonte avança no processo de restauração do Museu de Arte da Pampulha (MAP). A licitação para execução das obras já foi publicada no Diário Oficial do Município.

A intervenção prevê restauração arquitetônica e estrutural do edifício, modernização das instalações prediais e implantação de soluções de acessibilidade. Também inclui adequações museológicas e funcionais.

Serão atualizados os sistemas de segurança, iluminação e climatização. Intervenções paisagísticas e qualificação do entorno também estão previstas. O valor estimado das obras é de R$ 29,1 milhões.

Os recursos virão do Fundo de Proteção do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte. Esta é a maior restauração já realizada no edifício, que abriga o Museu de Arte da Pampulha desde 1957.

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Durante a execução das obras, será implantado um espaço de visitação e mediação educativa. Este espaço será voltado ao acompanhamento do processo de restauro, permitindo ao público conhecer aspectos históricos, arquitetônicos e museológicos do MAP.

Projeto de restauração da Praça Dino Barbieri

A licitação para o projeto de restauração da Praça Dino Barbieri foi lançada em fevereiro de 2026. A praça, conhecida como praça da Igrejinha de São Francisco de Assis, é um dos espaços públicos mais frequentados da Pampulha.

O projeto tem financiamento do Novo PAC e do Fundo de Proteção ao Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte. Originalmente concebida como parte dos jardins do Santuário São Francisco de Assis, a praça sofreu modificações.

Uma nova intervenção de restauro é necessária para harmonizar o desenho com a concepção de Burle Marx para o espaço. O projeto também visa atualizar a praça à realidade existente e às necessidades dos usuários.

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Este investimento busca melhorar a infraestrutura de acolhimento da Pampulha. O objetivo é tornar a experiência de “estar e permanecer” neste espaço acolhedora, segura e atrativa.

Conjunto Moderno da Pampulha como destino turístico

O Conjunto Moderno da Pampulha fortalece sua vocação turística e cultural, atraindo visitantes de diversas regiões. A região se destaca pela combinação de patrimônio cultural, lazer, gastronomia, paisagem urbana e experiências ao ar livre.

A Pampulha consolida-se como um dos principais polos de visitação da capital mineira. O público é diverso, com interesse em cultura, arquitetura e turismo de experiência. Predominam turistas entre 31 e 50 anos.

Este público possui elevado nível de escolaridade e potencial de consumo turístico, reforçando a relevância estratégica da Pampulha para o desenvolvimento do turismo em Belo Horizonte. Os atrativos mais procurados incluem o Santuário São Francisco de Assis, a Casa do Baile, o Museu Casa Kubitschek, o Museu de Arte da Pampulha e o Mineirão.

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Toda a orla da Lagoa da Pampulha, com espaços de convivência, esporte e lazer, também é um ponto de interesse. A retomada da navegação turística na Lagoa da Pampulha ampliou o interesse do público pela região.

O passeio gratuito do Capivarã oferece uma nova perspectiva do Conjunto Moderno, fortalecendo a conexão entre patrimônio cultural, turismo e meio ambiente. Além dos passeios náuticos, a região oferece visitas gratuitas aos equipamentos culturais, roteiros guiados e ações educativas.

Essas ações, promovidas pela Prefeitura de Belo Horizonte, ampliam o acesso da população e dos turistas à história, arquitetura e paisagem cultural da Pampulha. O Centro de Atendimento ao Turista Álvaro Hardy (CAT Veveco), na orla da Lagoa, oferece informações sobre atrativos turísticos, agenda cultural, roteiros e serviços da cidade.

Recuperação ambiental da Lagoa da Pampulha

A retomada da navegação turística na Lagoa da Pampulha é resultado de um trabalho de recuperação ambiental e manutenção permanente do espelho d’água. Este trabalho é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte desde 2016.

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Atualmente, a Lagoa apresenta pontos com indicadores de qualidade da água classificados entre bons e ótimos, segundo monitoramentos municipais e da Copasa. Isso garante segurança para atividades náuticas e eventos na região.

A operação de limpeza e manutenção da Lagoa envolve um investimento anual de aproximadamente R$ 22,5 milhões. O serviço recolhe entre 5 e 10 toneladas de lixo flutuante, dependendo do período do ano.

Também são removidos resíduos provenientes da manutenção da orla, drenagem e controle de erosão. A retomada da navegação contou com estudos técnicos relacionados à regulamentação, infraestrutura, fiscalização, segurança e comunicação.

Estes estudos foram desenvolvidos pelo Grupo de Trabalho para Retomada da Navegação e Uso do Espelho D’Água da Lagoa da Pampulha. Órgãos como Marinha do Brasil, IGAM, IEPHA e IPHAN participaram.

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As ações integram o Projeto Transformador Viva Pampulha, que engloba a gestão da paisagem cultural, gestão ambiental, gestão urbanística e promoção turística. Entre os objetivos está a retomada do uso do espelho d’água da Lagoa da Pampulha.

O projeto visa oferecer serviços que impulsionem o crescimento turístico da Pampulha. Além disso, busca a preservação e valorização do patrimônio cultural e natural.

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