Parque Ecológico da Pampulha em Belo Horizonte Celebra 22 Anos com Atividades de Educação Ambiental

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O Parque Ecológico Francisco Lins do Rego, conhecido como Ecológico da Pampulha, completa 22 anos em 21 de maio. Para celebrar a data, a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, responsável pela gestão do espaço, organizou uma programação de atividades culturais e de educação ambiental gratuitas.

As atividades são abertas ao público e visam incentivar o contato responsável com a natureza e a sensibilização ambiental dos visitantes. A programação inclui trilhas ecológicas guiadas, oficina de plantio de mudas e diversas exposições.

Serão apresentadas exposições de fotos sobre o parque e sua biodiversidade, além da história de recuperação ambiental do local. Também haverá uma mostra sobre o serviço comunitário prestado por um projeto de reintegração social que atua no parque há quase uma década.

Uma das exposições é a artística “ECO ALA – conexões poéticas com a natureza”, desenvolvida pelo coletivo Arte Livre Ambulante. Esta exposição convida à observação de elementos naturais como folhas, galhos, sementes, terras, fibras e flores.

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Outra exposição é “Um parque no coração da Lagoa”, da jornalista Suziane Brugnara, com imagens fotográficas dos atrativos e elementos naturais do Parque Ecológico. A mostra inclui fotos do Bosque, Esplanada, Administração, trilhas e lago.

A exposição de Suziane Brugnara também destaca a beleza e as características de espécies da flora e fauna brasileiras. Entre as espécies apresentadas estão ipê, pata-de-vaca, quaresmeira, mulungu, sibipiruna, coruja-buraqueira, quero-quero, garça-branca e capivara.

As trilhas ecológicas abordarão aspectos históricos, ambientais e de preservação do território. Elas promoverão reflexões sobre a importância das áreas verdes urbanas para a qualidade de vida e a conservação ambiental, incentivando a observação da natureza.

A oficina de plantio proporcionará aos participantes experiências práticas relacionadas ao cuidado com o meio ambiente e à relação entre sociedade e natureza. As atividades buscam desenvolver a educação ambiental em espaços não formais.

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A programação especial de aniversário do Parque Ecológico da Pampulha também se alinha a duas datas ambientais mundiais. São elas o Dia Mundial das Abelhas, em 20 de maio, e o Dia Internacional da Biodiversidade, em 22 de maio.

De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, essas datas, instituídas pela Organização das Nações Unidas (ONU), visam conscientizar sobre a importância da preservação da biodiversidade, dos ecossistemas e dos polinizadores para a manutenção da vida no planeta.

As atividades comemorativas reforçam o papel do Parque Ecológico da Pampulha como espaço de convivência, aprendizagem e preservação ambiental. Elas aproximam a população das questões ecológicas e incentivam o uso consciente dos espaços públicos da cidade.

Programação no dia 21 de maio

Das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 15h30, haverá uma exposição de fotos sobre a história, biodiversidade e o Projeto Revitalizar. Às 9h, está programada a saída da trilha para grupos escolares, com inscrição prévia pelo e-mail educaparques@pbh.gov.br.

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O ponto de encontro para a trilha é a Portaria 2, localizada na Av. Otacílio Negrão de Lima, 7.111 – Toca da Raposa. Das 9h às 16h, a exposição artística “ECO ALA – conexões poéticas com a natureza” estará disponível para visitação.

A oficina de plantio ocorrerá das 9h30 às 11h30 e das 13h30 às 15h. Às 14h, haverá a saída da trilha para cidadãos em geral, também com inscrição prévia pelo e-mail educaparques@pbh.gov.br. O ponto de encontro é o mesmo da trilha escolar.

O Parque e sua história

Inaugurado em 2004, o Parque Ecológico da Pampulha possui uma área de mais de 300 mil metros quadrados. Construído no local antes conhecido como Ilha da Ressaca, o parque é atualmente um símbolo de preservação e educação ambiental.

O espaço começou a ser transformado em 1997, com o plantio de 3 mil árvores representativas dos ecossistemas da Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado. Este plantio deu origem ao atual Bosque do parque.

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Planejado para ser um espaço de contemplação da natureza, lazer, esporte e cultura, o Parque foi projetado com cinco áreas internas delimitadas. Elas oferecem à população diferentes opções de descanso e diversão.

A Esplanada é o local destinado a apresentações culturais, shows e eventos. Neste espaço, também é comum a prática de esportes e o uso de pipas, proporcionando um ambiente de recreação diversificado.

O Bosque, que representa três biomas, é um espaço para caminhadas, piqueniques e descanso, com um coreto que divide os biomas. O Centro de Apoio é a área administrativa, incluindo espelho d’água, vestiários, banheiros e auditório.

As áreas Silvestre e de Proteção Ambiental são dedicadas à preservação da flora e fauna locais. Atrás do lago, encontra-se o SlackParque, um espaço reservado para a prática de slackline.

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Além disso, o Parque abriga a Unidade de Tratamento das Águas e Córregos Ressaca e Sarandi. Esta unidade, em operação desde o final de 2002, é responsável pela interceptação e tratamento de efluentes líquidos desses dois cursos d’água, que são os maiores poluidores da lagoa.

Quem visita o Parque Ecológico observa a harmonia do complexo arquitetônico, assinado pelos arquitetos Gustavo Pena e Álvaro Hardy. O projeto foi concebido em conformidade com a paisagem e a urbanização da orla, seguindo o projeto original de Oscar Niemeyer.

Ao longo de sua história, o parque se consolidou como referência para atividades culturais, caminhadas, passeios de bicicleta, prática de esportes, piqueniques e momentos de convivência e descanso em meio à natureza.

Fauna e Flora

A fauna presente na área do Parque inclui mamíferos como gambá, capivara, furão e mico-estrela. Entre as aves, destacam-se a garça-branca-grande, o martim-pescador-grande e o biguá.

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Exemplos de répteis e anfíbios encontrados são iguana, camaleãozinho, jacaré-do-papo-amarelo, sapo e rã. Peixes como traíra e cascudo também habitam o local.

A flora é composta por espécies pioneiras e colonizadoras como jetirana, mamona, angiquinho e diversos tipos de capins, como colonião e braquiária. Milhares de árvores nativas, incluindo jacarandá-de-minas, mulungu, manacá-da-serra e ipês de várias cores, também estão presentes.

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