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Apicultores da Serra da Canastra estão aprimorando a produção de própolis-verde com apoio de pesquisas financiadas pelo Governo de Minas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Estudos do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) – Campus Bambuí identificaram a relação entre a vegetação nativa e a qualidade do produto.
A própolis-verde brasileira contém compostos bioativos valorizados no mercado internacional, como o Artepillin-C, associado ao alecrim-do-campo, planta usada pelas abelhas na produção. O produto é exportado para China, Japão e Estados Unidos, tornando-se uma importante fonte de renda para produtores locais.

De acordo com Ana Cardoso de Paula, pesquisadora do IFMG, a própolis é produzida a partir de resinas vegetais e protege as colmeias contra microrganismos, contribuindo para a saúde das abelhas.
Carlos Arruda, presidente da Fapemig, afirma que a fundação busca apoiar projetos com impacto regional. “A iniciativa é um bom exemplo da cooperação entre academia, produtores e associações locais”, disse.
Edeir Ferreira, da Associação dos Apicultores Produtores de Própolis Verde do Alto do Rio São Francisco e Entorno (APVASP), destaca a importância das pesquisas para a atualização dos produtores. Ele possui 350 colmeias e relata resultados positivos com o apoio dos estudos.
Evento discute inovação na apicultura
Nos dias 29 e 30 de maio, Bambuí sediará o 4º Seminário de Apicultura e Meliponicultura do Alto São Francisco e Território Canastra. O evento reunirá produtores, pesquisadores e representantes do setor para debater inovação e fortalecimento da cadeia produtiva.
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