Uma capacitação sobre elaboração, escrita e submissão de patentes foi iniciada pelo Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG). O curso, com 20 horas de duração, é resultado de uma parceria entre o IFMG e o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).
O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) também apoia a iniciativa. A capacitação visa fortalecer o ecossistema de inovação em Minas Gerais, abordando temas desde propriedade intelectual até prospecção tecnológica.
A aula inaugural ocorreu em 20 de maio, em formato online, e foi ministrada por Magno Alves Martins da Costa, pesquisador do INPI. A turma é composta por 45 participantes, incluindo servidores do IFMG, colaboradores do Serpro, bolsistas e convidados externos.
O curso está dividido em nove módulos semanais, com previsão de término em 14 de julho. O conteúdo programático inclui tópicos como patentes implementadas por programas de computador e depósito internacional via PCT (Patent Cooperation Treaty).
Aspectos relacionados à biotecnologia e ao acesso a recursos genéticos brasileiros também são abordados. Esta iniciativa representa um avanço na consolidação de políticas de inovação e proteção tecnológica no IFMG.
A parceria com o INPI foi estabelecida em novembro de 2025, permitindo a participação de especialistas do órgão como instrutores. O Serpro atua como parceiro estratégico do Parque Tecnológico do IFMG – Territórios de Minas.
De acordo com o IFMG, o Serpro sedia fisicamente parte das ações vinculadas ao ambiente de inovação. A procura pela capacitação superou a quantidade de vagas inicialmente previstas, conforme a professora Camila Cristina Pereira.
Camila Pereira é responsável pelo apoio técnico a editais e projetos da Agência de Ciência, Tecnologia, Inovação e Empreendedorismo do IFMG. As inscrições foram encerradas após o início das atividades devido à ocupação total das vagas.
“Acho muito importante destacarmos essa efervescência e protagonismo do IFMG no Ecossistema de Inovação Mineiro. Já tivemos encontros com o INPI em eventos da Fapemig e estamos trabalhando com uma equipe de inovação dentro do Serpro”, afirmou a professora.
A proposta reforça a articulação entre academia, governo e empresa, conhecida como “tríplice hélice”. Este modelo é considerado fundamental para o desenvolvimento científico, tecnológico e econômico.
Segundo Camila Pereira, a expectativa é que a formação amplie a cultura de inovação e propriedade intelectual no IFMG. O objetivo é incentivar pesquisadores, servidores e equipes técnicas a desenvolver estratégias de proteção e transferência de tecnologias.
Para mais informações, acesse o Portal Integra.
