Operação Mute apreende 534 celulares em presídios

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A Operação Mute apreendeu 534 celulares em presídios de 23 unidades da Federação durante sua 11ª fase, realizada entre 18 e 21 de maio. De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a ação mobilizou 2.854 policiais penais em 49 estabelecimentos prisionais, onde foram revistadas 2.611 celas.

As unidades participantes concentram cerca de 65.040 pessoas privadas de liberdade. A operação faz parte do Programa Brasil contra o Crime Organizado e tem como objetivo combater comunicações ilícitas dentro dos presídios, reduzindo a atuação de facçõesções criminosas.

Desde 2023, a Operação Mute já acumula 8.500 celulares apreendidos, com a participação de 41.457 policiais penais e a revista de 40.214 celas em 680 presídios. As ações reforçõeõs reforçam a integração entre União e estados, combinando inteligência policial, tecnologia e operações coordenadas.

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Investimentos e continuidade da operação

O secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges, afirmou que o programa investirá R$ 324 milhões para asfixiar financeiramente o crime organizado. Segundo ele, os recursos serão usados em equipamentos e capacitação para 138 presídios.

André Garcia, secretário nacional de Políticas Penais, destacou que a Operação Mute será contínua, com ações pelo menos duas vezes por mês. “O objetivo é ampliar o isolamento de lideranças criminosas”, explicou.

Programa Padrão Segurança Máxima

Do total de R$ 184,9 milhões já está em processo de aquisição para o programa, que prevê investimentos em tecnologia, viaturas e equipamentos. As 138 unidades beneficiadas foram selecionadas com base em critérios técnicos e no Mapa das Organizações Criminosas.

As regiões contempladas são Norte (23 presídios), Nordeste (45), Centro-Oeste (15), Sudeste (38) e Sul (17). Foram adquiridos 276 equipamentos de raio-X e 138 scanners corporais, com investimentos de R$ 74 milhões.

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O pacote inclui ainda 365 viaturas, sendo parte delas blindadas, para reforçar operações de segurança. A previsão é que os equipamentos sejam entregues até o segundo semestre de 2026.

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