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O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) promoveu o “1º Seminário Arquivo, Memória e Cidadania: Estratégias e Vivências” nos dias 19 e 20 de maio. O evento, realizado em formato híbrido, debateu a importância dos arquivos públicos para a garantia de direitos e a construção da memória coletiva.
De acordo com o Iphan, o seminário contou com mesas de debate, minicurso, palestras e trocas de experiência. Participaram gestores públicos, pesquisadores e arquivistas de instituições como a Universidade Federal do Ceará (UFC), a Unesp e a Presidência da República.
Raphael Bahia, diretor do Centro de Documentação do Patrimônio (CDP/Iphan), afirmou que os arquivos são um “território de direito, poder e identidade”. Ele destacou que a memória não é estática, mas uma força que influencia o presente e o futuro. “Quem controla a memória tem controle sobre as histórias que vão ser construídas”, disse.
Deyvesson Gusmão, presidente do Iphan, ressaltou a dimensão cultural da gestão documental. Ele afirmou que os arquivos são essenciais para a compreensão dos processos identitários da sociedade e para a justiça histórica, especialmente em períodos sensíveis como a ditadura militar.
Desafios da preservação documental
Na mesa “Políticas Públicas e Arquivos: Memória, Transparência e Garantia de Direitos”, participantes discutiram os obstáculos para a preservação de documentos no Brasil. André Ribeiro, arquivista da UFS, argumentou que a desorganização dos arquivos viola o princípio da eficiência na administração pública.
O professor Francisco José Pinheiro, da UFC, alertou sobre o impacto da negligência com os arquivos para a população vulnerável. Ele citou casos de destruição irregular de documentos históricos e defendeu uma frente parlamentar para proteger a memória nacional.
Márcia Lucena, da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, afirmou que a transparência depende de arquivos organizados. “Defender arquivos públicos é defender a democracia. Eles garantem memória, sustentam transparência e protegem direitos”, declarou.
Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail comunicacao@iphan.gov.br.
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