MTE apresenta projeto sobre impactos da inteligência artificial nas ocupações brasileiras

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apresentou um projeto que analisa os impactos da inteligência artificial e da automação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). O objetivo é antecipar tendências no mercado de trabalho e subsidiar políticas públicas.

De acordo com o MTE, a iniciativa, liderada pela Subsecretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho, utiliza inteligência artificial e bases de dados da CBO para identificar atividades mais suscetíveis a transformações tecnológicas.

A subsecretária Paula Montagner afirmou que o projeto busca compreender como essas mudanças afetam as ocupações registradas na CBO. “O objetivo é permitir que o MTE antecipe tendências e ajuste políticas voltadas à qualificação profissional e proteção ao emprego”, disse.

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O encontro contou com a participação de representantes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). A economista Janine Berg, da OIT, apresentou metodologias para avaliar a exposição das profissões à inteligência artificial generativa.

Metodologia e análise de impacto

Segundo Janine Berg, a metodologia da OIT analisa tarefas específicas dentro das ocupações, não apenas as profissões isoladamente. “Exposição não significa impacto”, destacou, explicando que a inteligência artificial tende a transformar, e não necessariamente eliminar, ocupações.

O estudo utiliza a Classificação Internacional Uniforme de Ocupações (CIUO/ISCO-08) e modelos de IA para atribuir pontuações de automação a diferentes tarefas. A análise considera diferenças entre países e a evolução tecnológica recente.

Janine Berg ressaltou que os efeitos da IA no trabalho dependerão mais da adaptação de governos, empresas e trabalhadores do que da tecnologia em si. Ela destacou a importância de políticas públicas para transições equilibradas no mercado.

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Participaram do evento representantes do DIEESE, como a diretora técnica Adriana Marcolino, e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), além de técnicos e auditores do MTE.

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