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O Governo de Minas Gerais iniciou estudos para reconhecer os alambiques tradicionais de cachaça como patrimônio cultural do estado. A ação é conduzida pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) e pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG).
De acordo com o Governo de Minas, a iniciativa integra o programa Minas Essencial, que busca valorizar a cozinha mineira como patrimônio cultural. O projeto inclui mapear e documentar os saberes, técnicas de produção e práticas culturais associadas à cachaça artesanal.
Minas Gerais é o maior produtor de cachaça do país, com mais de 500 estabelecimentos registrados, segundo dados do Anuário da Cachaça 2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O estado responde por cerca de 40% da produção formal brasileira.
Proteção e desenvolvimento
O secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, afirmou que a proteção dos alambiques tradicionais não impede a modernização ou expansão comercial. “Patrimônio cultural não é atraso. É inteligência de futuro”, destacou.
Os estudos do Iepha-MG incluirão levantamento técnico, pesquisa histórica, documentação audiovisual e escuta de produtores. O objetivo é ampliar a compreensão da cozinha mineira como um sistema cultural que envolve técnicas, sociabilidades e transmissão de conhecimento.
“Quando falamos de Cozinha Mineira, falamos de uma civilização construída em torno do alimento, da hospitalidade e do território. A cachaça faz parte dessa experiência profunda de Minas”, concluiu Oliveira.
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