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Saberes tradicionais de povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e comunidades periféricas foram destacados como soluções para questões climáticas durante o painel “Saberes tradicionais e soluções climáticas”, realizado na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura. O evento ocorre em Aracruz (ES) até 24 de maio.
De acordo com o Ministério da Cultura, os conhecimentos ancestrais são estratégicos no enfrentamento da crise climática. A coordenadora de Temas Transversais do MinC, Carla Craice, afirmou que a política cultural incorpora esses saberes como parte essencial das estratégias de ação climática.
Junia Leite, coordenadora-geral de Integração de Políticas Culturais do MinC, reforçou que soluções efetivas surgem dos territórios. “A Cultura Viva nos ensina que as respostas mais potentes vêm da escuta e do reconhecimento dos saberes tradicionais”, disse.
Participação comunitária
A ativista climática Isis Fernanda Salles Freitas destacou a importância da mobilização coletiva. “Ninguém enfrenta essa crise sozinho. A resposta está na construção coletiva e na capacidade da cultura de engajar pessoas”, afirmou.
Edvando Jesus Vieira, da comunidade tradicional de Fundo de Pasto Várzea Grande (BA), ressaltou que os saberes locais já oferecem soluções para a convivência sustentável com os territórios. “Precisamos garantir que esses conhecimentos sejam reconhecidos e apoiados”, disse.
Isis Akemi Morimoto, do Ministério do Meio Ambiente, enfatizou o papel da educação ambiental. “É fundamental que as pessoas compreendam os desafios e atuem na transformação dos territórios”, pontuou.
Cultura e sustentabilidade
Mariana Resegue, consultora do Programa Nacional de Cultura, Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, alertou para a necessidade de institucionalização. “Sem financiamento e governança, corremos o risco de apenas reproduzir discursos sem transformação concreta”, afirmou.
A 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura reúne agentes culturais, povos tradicionais, gestores públicos e representantes da sociedade civil. O evento é realizado pelo Ministério da Cultura, Governo do Espírito Santo, Prefeitura de Aracruz e Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, com apoio de instituições como Ifes, Sesc e Unesco.
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