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O Encontro Internacional Cultura Infância e Natureza: Agir pelo Planeta debateu a relação entre cultura, infância e sustentabilidade nesta sexta-feira (22). O evento integrou a programação da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz (ES), com participação de redes culturais brasileiras e do programa IberCultura Viva.
De acordo com o Ministério da Cultura, a atividade reuniu gestores, educadores e representantes de redes internacionais em uma roda de conversa. O objetivo foi articular práticas territoriais, políticas públicas e reflexões sobre direitos culturais, destacando crianças e adolescentes como agentes ativos na resposta à crise climática.
A secretária de Cidadania e Diversidade Cultural, Márcia Rollemberg, ressaltou o fortalecimento da rede Cultura e Infância na Política Nacional Cultura Viva. “O papel da cultura é dar voz, poder contar as histórias, mostrar danças e saberes”, afirmou.
Diego Benhabib, consultor do IberCultura Viva, destacou a importância dos Pontos de Cultura como espaços de escuta ativa. “Nós dizemos que as organizações comunitárias e os Pontos de Cultura são escolas do território”, declarou.
Experiências territoriais e redes internacionais
Raúl Sansica, diretor do Festival Internacional de Teatro para as Infâncias e Juventudes de Córdoba, defendeu a criação de uma rede internacional permanente. “Sabemos que é a infância que renova a humanidade”, disse.
Karen Acioly, do Grupo Nacional Cultura Infância, reforçou a transversalidade da cultura. “Trabalhar com infância não é infantilizar o discurso. Cultura e infância significam cultura em toda a sua diversidade”, enfatizou.
Renata Tupinikim, artesã indígena da Aldeia Caieiras Velha, compartilhou oficinas de costura e bordado com crianças. “Cada ponto que ensino, eles vão aprendendo e contando sua própria história”, explicou.
Maria da Penha Teixeira, educadora da Escola Viva Olho do Tempo (PB), destacou a participação infantil na construção do projeto. “A meninada sabe sobre seus direitos porque é importante conversar com ela sobre isso”, afirmou.
Intergeracionalidade e políticas públicas
O rapper Dudu de Morro Agudo, do Instituto Enraizados, falou sobre cultura e pertencimento periférico. “Nós precisamos contar nossa própria história”, disse. Lucilene Silva, da Oca Escola Cultural, destacou a pesquisa com repertórios infantis em comunidades migrantes.
Alexandre da Silva, secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, abordou o combate ao idadismo. “A cultura de valorizar mais a infância e menos a questão do envelhecimento repercute em toda a estrutura da sociedade”, afirmou.
O encontro reforçou a necessidade de ampliar a escuta das crianças na formulação de políticas culturais e integrar cultura, justiça climática e direitos humanos. A 6ª Teia Nacional é realizada pelo Ministério da Cultura em parceria com o governo do Espírito Santo e outras instituições.
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