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As irmãs Naiara e Daiane Alves deixaram a vida urbana para retomar o cultivo de amendoim no sítio Faisão Sabores da Terra, em Itatiaiuçu, na região Central de Minas Gerais. A atividade já era tradição na família.
“Crescemos vendo a família trabalhando com amendoim. Lidar com a terra é dinâmico e pesado, mas a ajuda dos nossos pais, tios e avó torna a jornada mais prazerosa”, disse Daiane.
Em 2024, as produtoras buscaram assistência da Emater-MG para melhorar a produção. A extensionista Bruna Amaro Quintas auxiliou no planejamento do plantio, regularização da agroindústria e comercialização.
Segundo Bruna, o trabalho das irmãs se destaca pela proatividade e adoção de tecnologias, o que traz ganhos produtivos e econômicos em curto prazo.
O cultivo é feito manualmente, com três variedades de amendoim: branco, vermelho e preto. As irmãs também produzem derivados como pé de moleque, pé de moça, paçoca e pasta de amendoim.
Comercialização e exportação
Os produtos são vendidos em feiras, para o Pnae e na plataforma ÉdoCampo, da Emater-MG. “O apoio da Emater foi fundamental para nosso crescimento”, afirmou Daiane.
Participações em feiras abriram oportunidades de exportar amendoim in natura para a China. “Com essa parceria, esperamos expandir para outros mercados”, disse Naiara.
Desafios e potencial
De acordo com Bruna Quintas, pequenos produtores de amendoim enfrentam limitações estruturais e alta demanda por mão de obra manual. No entanto, o cultivo requer baixo investimento e permite mais de uma safra anual.
“A agregação de valor por meio dos derivados tem boa aceitação comercial, especialmente por estarem associados à tradição mineira”, destacou a extensionista.
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