O Zoológico de Belo Horizonte (BH) realizará uma programação educativa especial no próximo domingo, dia 31 de maio, em celebração ao Dia Mundial dos Psitacídeos. Este grupo de aves inclui araras, papagaios, maritacas, periquitos, cacatuas, lóris e calopsitas.
A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), responsável pelo Zoo de BH, organizou um bate-papo e uma exposição de materiais biológicos. Serão apresentados ovos, penas, informações sobre a dieta e modelos didáticos de bico e pé de psitacídeos.
Durante a atividade, algumas aves receberão estímulos sensoriais e estruturais em seus recintos. O objetivo é aumentar a expressão de comportamentos naturais da espécie, conforme o Programa de Bem-estar Animal da instituição.
Roberta Martins, assessora de educação ambiental da FPMZB, destacou a oportunidade de apresentar as espécies de psitacídeos do Zoo de BH. Ela informou que mais de 80% desses animais vieram de apreensões do tráfico de animais silvestres.
O Brasil possui o maior número de espécies de psitacídeos no mundo. No período do descobrimento, em 1501, o território foi chamado de “Terra dos Papagaios” pelos colonizadores, devido à abundância dessas aves.
Os colonizadores receberam essas aves dos nativos, e a corte portuguesa se impressionou com a beleza das plumas. Os psitacídeos se tornaram um dos principais “produtos de exportação” para Portugal na época.
O tamanho dos psitacídeos varia, com araras sendo maiores e periquitos e maritacas de pequeno porte. São aves ruidosas, mas não apreciam barulho, sendo recomendado falar em tom baixo durante a visita ao zoológico.
Muitas espécies, especialmente papagaios, imitam sons. No entanto, essa prática não deve ser incentivada, pois pode comprometer o bem-estar das aves. Em cativeiro, utilizam o bico como apoio para escalar.
O bico dessas aves é alto e recurvado, com articulação forte para quebrar sementes duras. Apreciam sementes e frutos, sendo o coco de palmeiras o alimento preferido de algumas espécies.
O papagaio-charão (Amazona pretrei) prefere pinhões da araucária. No Zoológico de BH, os psitacídeos recebem ração específica e frutas variadas. Seus pés são zigodáctilos, com dois dedos para frente e dois para trás.
Algumas espécies podem viver mais de 80 anos. Apesar de serem vistos em bandos, os casais permanecem juntos por toda a vida. Após o acasalamento, constroem ninhos em troncos ocos de árvores, onde depositam ovos brancos.
No Zoo de BH, os profissionais da Seção de Aves disponibilizam caixas-ninho e matéria-prima vegetal. Serragem, folhas secas e gravetos são usados pelas aves para preparar o interior do ninho.
As aves também utilizam penas do próprio corpo para deixar o ninho macio. Os filhotes são nidícolas, permanecendo no ninho e sendo alimentados pelos pais por um longo período, pois nascem sem penas e cegos.
Atualmente, 86% dos psitacídeos sob os cuidados do Zoológico de BH vieram do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS/IBAMA-IEF). A origem são apreensões em campanhas de combate ao tráfico de animais silvestres.
Serviço: Dia Mundial dos Psitacídeos
A programação ocorrerá no domingo, dia 31 de maio, das 10h às 12h, na Praça das Aves do Zoo de BH. Para informações sobre valores de acesso, consulte a página oficial: Consulte valores para acesso ao Zoo de BH.
