**Brasil atinge índice de muito alto desenvolvimento humano**
O Brasil alcançou em 2024 sua melhor marca histórica no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), com pontuação de 0,805, ingressando pela primeira vez no grupo de países com “muito alto desenvolvimento humano”. O dado foi divulgado no estudo “Radar IDHM: evolução do Índice de Desenvolvimento Municipal e de seus componentes”, lançado nesta terça-feira (26) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Brasília.
O evento contou com a presença do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e do representante residente do PNUD no Brasil, Claudio Providas. Segundo Boulos, o resultado reflete políticas públicas inclusivas e o combate às desigualdades, mas destacou que ainda há desafios pela frente.
O IDHM analisa a evolução do desenvolvimento humano no Brasil entre 2012 e 2024, abrangendo todos os estados e o Distrito Federal. O índice subiu de 0,744 para 0,805 no período, mesmo com a queda registrada durante a pandemia de Covid-19. Nos últimos anos, o crescimento foi acelerado, ultrapassando a marca de 0,800 em 2024.
Avanços e desigualdades
O IDHM é composto por três eixos: longevidade, educação e renda. Os maiores avanços ocorreram em estados do Nordeste, como Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte. A população negra registrou crescimento de 10,3% no período, quase o dobro da população branca (5,5%), reduzindo a diferença entre os grupos.
Segundo Betina Barbosa, economista-chefe do PNUD, os programas de renda mínima contribuíram para o avanço da escolaridade em famílias de baixa renda. No entanto, o IDHM da população branca (0,851) ainda supera o da população negra (0,774).
Alinhamento com a Agenda 2030
O Radar IDHM reforça o compromisso do Brasil com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Lavito Bacarissa, secretário-executivo da Comissão Nacional para os ODS, destacou que o relatório qualifica o trabalho de transformação das metas em políticas públicas.
O estudo foi elaborado com base na PNAD Contínua do IBGE, em parceria com a Fundação João Pinheiro. O relatório completo está disponível no [site do PNUD](https://www.undp.org).
