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O Brasil atingiu seu melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) da história, alcançando 0,805 em 2024, em uma escala que vai de zero a 1. O avanço na educação foi um dos destaques, passando de 0,679 para 0,798 desde 2012, segundo dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o resultado. “Pela primeira vez na história, o Brasil alcança o patamar mais elevado do IDHM”, afirmou. Ele ressaltou que o avanço reflete políticas consistentes com impacto direto em educação, longevidade e renda.
De acordo com o PNUD, um país é classificado com Muito Alto Desenvolvimento Humano quando seu índice supera 0,800. Os dados constam no relatório “Radar IDHM: Evolução do IDHM e de Seus Componentes, Período de 2012 a 2024”.
Impacto do Bolsa Família
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, afirmou que o IDHM mostra crescimento econômico e redução de desigualdades. “O Brasil tem experiência em tirar pessoas da fome e da pobreza”, disse.
Segundo o PNUD, o Bolsa Família teve papel fundamental nesse avanço. Além da transferência de renda, o programa exige matrícula e frequência escolar mínima para crianças e adolescentes beneficiários.
A economista Betina Barbosa, do PNUD no Brasil, destacou que o programa retira crianças do trabalho e garante acesso à educação. “Há obrigatoriedade de estar na escola, senão o benefício é interrompido”, explicou.
O acompanhamento escolar verifica a presença de estudantes de quatro a 17 anos, com frequência mínima de 60% para crianças de quatro a seis anos e 75% para alunos de seis a 18 anos que não concluíram a educação básica.
O programa também inclui condicionalidades na saúde, como calendário vacinal em dia para menores de sete anos e acompanhamento pré-natal para gestantes.
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