UFMG realiza festival de cultura indígena e discute mudanças climáticas

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A UFMG sediou nesta quinta-feira (27) a abertura do Festival Raízes Ancestrais – pela cura da terra. O evento reúne lideranças indígenas, artistas, intelectuais e representantes de movimentos sociais para debater território, democracia, cultura e mudanças climáticas.

De acordo com a UFMG, a cerimônia inaugural ocorreu no Centro de Atividades Didáticas 1 (CAD 1). Os participantes discutiram a necessidade de abordar a identidade nacional a partir de perspectivas indígenas, contestando apagamentos históricos e ameaças aos biomas brasileiros.

Cerca de 500 pessoas participaram do evento, incluindo representantes de comunidades indígenas de várias regiões de Minas Gerais. O encontro teve dimensão espiritual e celebrou conquistas como a atuação da “bancada do cocar” e a criação da primeira Universidade Federal Indígena do Brasil.

Desafios e avanços nas políticas indígenas

A presidente da Funai, Célia Baré, destacou avanços desde 2023, como a criação do Ministério dos Povos Indígenas e a garantia de 12 milhões de hectares demarcados. Segundo ela, as terras indígenas representam apenas 1% do desmatamento nacional, mas as demarcações enfrentam resistência jurídica.

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“O estado de Minas Gerais é considerado anti-indígena. No primeiro ato para regularizar a terra Krenak aqui, muitas ações judiciais foram apresentadas”, afirmou Célia Baré. Ela defendeu que a nova universidade indígena pode ajudar a reduzir o racismo no país.

O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, classificou a criação da universidade como uma reviravolta histórica. “Em 20 anos, saímos de uma situação de subjugação e demos a volta por cima”, declarou. A sanção da lei que institui a universidade está prevista para esta sexta-feira (28).

A cantora Marina Sena foi uma das homenageadas na cerimônia conduzida pela ativista e deputada federal Célia Xakriabá. Foto: Jebs Lima | UFMG

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