II Prêmio de Inclusão Socioeconômica celebra transformações de vidas

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A segunda edição do Prêmio de Inclusão Socioeconômica, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), reconheceu iniciativas que transformaram vidas por meio do Programa Acredita no Primeiro Passo. O evento, realizado em Brasília, destacou histórias de superação e geração de emprego e renda.

De acordo com o MDS, mais de 80 ações de inclusão produtiva e econômica foram homenageadas. Entre as premiadas estava Valéria Souza, do Ceará, ex-beneficiária do Bolsa Família e hoje professora e comerciante. Ela afirmou: “Nós, da classe simples, a gente precisa de quê? De oportunidade. E eu agarrei a oportunidade da educação e do comércio”.

A baiana Anne Moreira também foi reconhecida por gerar renda própria e sustentar o filho por meio do empreendedorismo. “Eu consegui avançar, evoluir, crescer. Isso me deixa muito feliz, lisonjeada também”, disse.

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O Programa Acredita prioriza mulheres, que representam 70% do público atendido. Segundo o MDS, o crédito orientado é oferecido em parceria com instituições financeiras, como o Banco do Nordeste (BNB). Elza Marques, gerente geral do BNB, afirmou: “Nosso objetivo não é só financiamento, é mostrar que elas podem voltar a sonhar”.

Empregabilidade e parcerias

O Banco da Amazônia (Basa), outra instituição parceira, destacou os baixos índices de inadimplência entre os beneficiários. Samara Farias, gerente-executiva do Basa, afirmou: “Trabalhar com o Acredita representa uma missão institucional, que é transformar a vida das pessoas”.

Na área de empregabilidade, dez empresas foram premiadas por contratar profissionais do Cadastro Único. A AeC, do ramo de call center, já gerou 20 mil empregos formais desde 2024. Antônio Noronha, representante da empresa, disse: “É muito bacana oferecer uma porta de entrada para o jovem que não tem experiência”.

Quinze municípios também foram reconhecidos por estratégias de geração de vagas de trabalho. Em São Gonçalo dos Campos (BA), a criação da sala do empreendedor e a desburocratização impulsionaram a abertura de empresas.

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O secretário de Inclusão Socioeconômica do MDS, Luiz Carlos Everton, destacou os R$ 15 bilhões investidos no programa e os empregos formais gerados em dois anos. “Esse prêmio não representa só entregar um troféu, aqui vemos vidas transformadas”, afirmou.

O ministro Wellington Dias reforçou a importância da cooperação entre setores. “É isso que a gente quer: um Brasil do lado do povo brasileiro que mais precisa”, disse.

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