O Rio das Velhas, com mais de 800 quilômetros, é o maior afluente do Rio São Francisco. Suas nascentes estão em Ouro Preto, e ele deságua em Barra do Guaicuí, no município de Várzea da Palma. De acordo com a UFMG, o rio é fundamental para o abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e abriga biodiversidade significativa.
Esgoto residencial e industrial sem tratamento completo, poluição difusa e resíduos da mineração contribuem para a contaminação do rio em vários trechos. Essa situação afeta a vida aquática e torna a água imprópria para recreação humana.
O trecho mais crítico tem 60 quilômetros, entre Honório Bicalho, em Nova Lima, e a foz do Ribeirão da Mata, em Santa Luzia. Segundo a UFMG, essa região concentra 85% dos danos ambientais do Rio das Velhas e abriga 85% da população da bacia hidrográfica.
O projeto Manuelzão, da UFMG, criou a Meta 2034 para recuperar o rio. O objetivo é permitir o retorno dos peixes e melhorar a relação das pessoas com o curso d’água. O lançamento ocorreu em novembro de 2025, em Santa Luzia. O idealizador, professor Apolo Heringer Lisboa, destacou a necessidade de envolvimento comunitário e político na preservação.
A Meta 2034 alinha-se ao Marco Legal do Saneamento, que prevê 90% de tratamento de esgoto e 99% de acesso à água potável até 2033. Na RMBH, a Copasa está modernizando a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Ribeirão do Onça para cumprir essas metas.
