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O Parque Estadual do Rio Doce (PERD), administrado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), é a primeira unidade de conservação estadual de Minas Gerais a ter um Plano de Pesquisa estruturado. O documento visa integrar a produção científica com ações de conservação e manejo da biodiversidade.
De acordo com o IEF, o PERD é o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica em Minas Gerais e abriga espécies ameaçadas de extinção. O parque também integra uma das três maiores áreas úmidas do Brasil, sendo a unidade de conservação mais pesquisada do estado.
Objetivos do Plano de Pesquisa
O plano foi desenvolvido em parceria com o Instituto Ekos Brasil e incluiu um diagnóstico das pesquisas já realizadas no parque. O objetivo é identificar lacunas de conhecimento e direcionar futuros estudos para subsidiar decisões de conservação.
Segundo Nilcemar Bejar, analista ambiental do IEF, o documento estabelece uma metodologia que pode ser replicada em outras unidades de conservação. “O plano fortalece a integração entre pesquisa, gestão e conservação da biodiversidade”, afirmou.
A elaboração contou com a participação de pesquisadores, órgãos ambientais e empresas durante o III Seminário de Pesquisas Integradas do PERD. Foram definidas estratégias para gestão de dados, divulgação científica e prioridades de pesquisa.
Implementação e próximos passos
O plano já está em vigor e orienta atividades científicas no parque, com diretrizes para aspectos normativos, logísticos e educativos. Um Manual do Pesquisador foi criado para facilitar o acesso às informações.
Desde 2024, ações como o projeto “Tem Bicho no Parque” e o uso de imagens de monitoramento têm fortalecido a educação ambiental. Em 2026, o PERD sediará a sexta edição do Seminário de Pesquisas Integradas.
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