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O Laboratório Termoquímico da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) produz energia limpa a partir de resíduos sólidos, como biomassa e materiais residuais. De acordo com o Governo de Minas, o projeto recebeu R$ 10,9 milhões em investimentos por meio do Edital Projetos de Ciência, Tecnologia e Inovação (PCTI).
A iniciativa faz parte do Centro de Estudos Avançados em Transição Energética (CTE-UFU), que desenvolve pesquisas para reduzir a emissão de carbono no setor produtivo. Cinquenta pesquisadores colaboram com empresas, órgãos públicos e entidades da sociedade civil.
“Essa é uma pesquisa extremamente relevante de grupos já consolidados na área. Ela mostra de forma clara que o recurso aportado em projetos estratégicos garante o desenvolvimento de tecnologias com impacto social, ambiental e econômico”, afirmou Lucas Mendes, subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Sede-MG.
O presidente da Fapemig, Carlos Arruda, destacou: “A transição energética e a agenda climática estão entre os grandes desafios do século 21 e projetos como esse mostram a importância do investimento em ciência e inovação”.
Como funciona o processo
O laboratório utiliza biomassa lignocelulósica (madeira, folhas e cascas) e resíduos como papel, bagaço de cana e lixo orgânico. Esses materiais são aquecidos em reatores e transformados em bio-óleo, biocarvão e biogás, que alimentam uma turbina a vapor para gerar energia elétrica.
Com capacidade para processar 300 quilos de resíduos por hora, a usina pode abastecer até 250 casas populares. “Temos um grande problema quanto à exposição dos resíduos, e essa iniciativa demonstra viabilidade em escala semi-industrial”, explicou o coordenador Solidônio Rodrigues de Carvalho.
Plano estadual de ação climática
A pesquisa se alinha ao Plano Estadual de Ação Climática de Minas Gerais (Plac-MG), que busca descarbonizar a economia e promover o desenvolvimento sustentável. O projeto incentiva a criação de normas e o fomento a pesquisas na área de transição energética.
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