**Seminário Internacional debate fomento e financiamento da economia criativa**
O Ministério da Cultura (MinC) realizou nesta segunda-feira (16) o Seminário Internacional: Caminhos para Fomento e Financiamento em Economia Criativa. O evento ocorreu no Edifício Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, e reuniu representantes do governo, instituições financeiras, especialistas e empreendedores para discutir alternativas de financiamento para o setor.
De acordo com a secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão, o objetivo foi ampliar a compreensão sobre o papel do investimento público e privado no fortalecimento da economia criativa. “Precisamos pensar em uma inovação que atravesse todos os ecossistemas, desde a criação até a exportação”, afirmou.
O seminário foi realizado em parceria com o Sebrae Nacional e apoio do Instituto BR Arte. Cynthia Uchôa, analista de Políticas Públicas do Sebrae, destacou a importância da cooperação entre as instituições para promover políticas de empreendedorismo cultural.
Experiências internacionais e desafios do financiamento
O evento contou com dois painéis pela manhã. Enrique Avogadro, ex-ministro da Cultura de Buenos Aires, apresentou modelos internacionais de financiamento. Ele citou a dificuldade de empreendedores criativos em acessar crédito tradicional devido à falta de ativos tangíveis.
Avogadro mencionou a Coreia do Sul como exemplo de política pública integrada, com certificação de empresas criativas e linhas de crédito específicas. “O dinheiro público não substituiu o privado, mas funcionou como catalisador”, explicou.
Instrumentos híbridos e novas fontes de recursos
Luciane Gorgulho, economista do BNDES, defendeu a necessidade de instrumentos híbridos para financiar a economia criativa. Ela sugeriu modelos como subvenção, equalização e fundos garantidores para atender empreendimentos que não conseguem crédito convencional.
“Temos a oportunidade de construir um legado este ano que beneficie o setor nos próximos anos”, afirmou.
Instituições financeiras apresentam oportunidades para o setor
Representantes do BNDES, BRDE e Banco do Brasil apresentaram mecanismos de apoio disponíveis para empreendedores. Cláudio de Mattos Brito, do Banco do Brasil, destacou a cultura como estratégia de transformação e enfatizou a importância de editais para democratizar o acesso a recursos.
“Ninguém faz isso sozinho. Precisamos construir conexões entre diferentes atores”, disse Brito.
O seminário também incluiu o espaço Economia Viva, com casos de empreendedores que obtiveram financiamento para projetos sustentáveis. O evento foi transmitido ao vivo pelo canal do Ministério da Cultura no YouTube.
