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Uma estudante de Ciência da Computação desenvolveu um equipamento que simula a inalação de cigarros para auxiliar em pesquisas sobre o impacto ambiental de partículas magnéticas presentes na fumaça. O projeto foi criado durante o Programa de Iniciação Científica do Observatório Nacional (ON/MCTI), que está com inscrições abertas para novas turmas.
De acordo com informações do Observatório Nacional, a graduanda Beatriz Trajano dos Santos Cardoso, da Universidade Veiga de Almeida (UVA), projetou o dispositivo sob orientação do tecnologista Dr. José Alejandro Moreno Alfonzo. O equipamento será usado em estudos sobre partículas de ferro encontradas em aerossóis atmosféricos e tecidos humanos.
A utilidade do equipamento
O dispositivo contribui para a pesquisa de doutorado de Nicolas Rodrigues Hispagnol, que analisa propriedades magnéticas de partículas de origem atmosférica e cerebral. O projeto foi solicitado pelo orientador de Nicolas, Dr. Daniel Franco, com apoio de técnicos do ON.
Beatriz afirmou que a experiência tem sido enriquecedora: “Adquirir conhecimentos e colocá-los em prática é uma das partes mais importantes na compreensão de algo que inicialmente é apresentado apenas na teoria”.
O equipamento se tornou necessário devido à identificação de óxidos de ferro em aerossóis atmosféricos e tecidos humanos, levantando questões sobre possíveis efeitos neurotóxicos. A fumaça de cigarro é uma das fontes dessas partículas, que podem conter minerais ferrimagnéticos como a magnetita.
O funcionamento em detalhes
O sistema utiliza uma estrutura mecânica com motores e sensores controlados por Arduino. Beatriz aplicou conhecimentos em modelagem 3D (FreeCAD), programação em C/C++ e Python, além de técnicas de montagem de instrumentação científica.
O dispositivo reproduz com precisão o padrão de inalação humana, seguindo parâmetros da norma ISO 3308: volume de 35 mL por inalação, duração de 2 segundos e frequência de uma inalação a cada 2 minutos. A fumaça passa por filtros que retêm partículas para análise posterior.
Os materiais coletados são encaminhados ao Laboratório de Paleomagnetismo e Mineralogia Magnética do ON, onde passam por exames como a remanescente isotérmica de saturação (SIRM) para identificar minerais ferrimagnéticos.
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