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Minas Gerais atingiu antecipadamente a meta de plantio de mudas nativas prevista no Tratado da Mata Atlântica, com 7,8 milhões de mudas plantadas em diversas regiões do estado. O acordo, firmado em outubro de 2023 pelo Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), prevê a recuperação de 90 mil hectares e o plantio de 100 milhões de mudas até 2026.
De acordo com Ricardo Campelo, superintendente de Gestão Territorial Ambiental e Instrumentos Econômicos, o resultado foi alcançado por meio da articulação entre órgãos públicos, municípios, organizações da sociedade civil e iniciativas de compensação ambiental. As ações concentraram-se em áreas estratégicas, como as bacias dos rios Doce e São Francisco.
Os dados sobre as áreas restauradas estão disponíveis na Infraestrutura de Dados Espaciais do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IDE-Sisema). Entre as regiões beneficiadas estão a bacia do Rio Doce, onde o Instituto Terra plantou mais de 470 mil mudas em Aimorés, e municípios como Extrema e Caldas, com 381 mil mudas plantadas.
Projetos urbanos e educação ambiental
Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, projetos em cidades como Igarapé, Itabirito e Brumadinho somam 133 mil mudas plantadas. Em Ipatinga, o projeto Calçada Linda promoveu o plantio de 2.394 mudas em áreas urbanas.
O Instituto Estadual de Florestas (IEF) contribuiu com ações de compensação ambiental, produção de mudas em viveiros e recuperação de unidades de conservação. Além disso, o projeto Bosque do Amanhã, parte do programa Jovens Mineiros Sustentáveis, já implantou 361 bosques em municípios da Mata Atlântica.
Segundo Ricardo Cottini, diretor de Educação Ambiental, o projeto promove ecologia, conhecimento técnico e mudança de comportamento. Atualmente, 146 municípios participam da iniciativa, representando 80% das cidades atendidas pelo programa.
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