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Inmetro desenvolve método para combater o comércio ilegal de madeira

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O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) desenvolveu um método que pode agilizar a identificação de espécies de madeira, auxiliando no combate ao comércio ilegal, principalmente de árvores protegidas por lei. A técnica utiliza espectrometria de massas para analisar o perfil químico da madeira, oferecendo resultados em cerca de um minuto.

De acordo com o Inmetro, o estudo foi realizado no Laboratório de Análise Orgânica (Labor) e publicado na revista científica internacional ACS Omega. O método permite a identificação de espécies mesmo após o corte, quando características botânicas como folhas e flores já não estão mais presentes.

Atualmente, a análise macroscópica da madeira é uma das principais técnicas utilizadas, mas exige treinamento especializado e nem sempre oferece resultados conclusivos. O novo método do Inmetro usa uma pequena amostra para gerar uma “impressão digital química”, que é comparada com um banco de dados previamente construído.

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Segundo a pesquisadora Maíra Fasciotti, coordenadora do estudo, o equipamento é compacto e tem custo cerca de 20% menor do que os aparelhos utilizados por outros países em ações de controle. “Em cerca de um minuto, é possível obter o perfil químico da amostra e comparar com o banco de dados”, explica.

Aplicação em fiscalização

A técnica foi desenvolvida para ser simples e rápida, permitindo seu uso em postos de controle como portos, aeroportos e laboratórios móveis. O objetivo é auxiliar órgãos fiscalizadores na verificação da origem da madeira transportada, confrontando-a com os documentos de origem florestal.

O estudo contou com a colaboração do Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro (LPF/SFB), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), do Museu Paraense Emílio Goeldi e da empresa Waters Technologies do Brasil. Também integrou a tese de doutorado da pesquisadora Thays V. C. Monteiro, do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia do Inmetro.

A pesquisa recebeu apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

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