A conferência Universidade e democracia: acesso e permanência trans ocorreu nesta quinta-feira (25) no auditório da Reitoria da UFMG, como parte da programação da Semana do Orgulho LGBTQIA+ em Belo Horizonte. A atividade foi ministrada pela presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Bruna Benevides.
De acordo com a UFMG, o evento discutiu políticas de ação afirmativa para pessoas trans e travestis no ensino superior. Bruna Benevides destacou que as cotas trans devem ser entendidas como medidas de reparação histórica, não apenas como inclusão.
“Essas ações são essenciais para dar voz a uma comunidade que enfrenta sistemáticos processos de exclusão e apagamento institucional”, afirmou a ativista durante o evento. Ela enfatizou a importância da pluralidade de corpos e identidades nas universidades.
Bruna Benevides citou como marco histórico a garantia do uso do nome social no Enem em 2014, que classificou como “verdadeira revolução”. No entanto, apontou que a transfobia estrutural ainda persiste no país.
A presidente da Antra destacou os impactos mais severos da violência transfóbica sobre mulheres trans negras, periféricas e egressas do sistema prisional. Ela mencionou as recentes tentativas de aprovação de leis antitrans nas casas legislativas brasileiras.
