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O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, e o ministro da Agricultura, André de Paula, anunciaram nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/2027, com R$ 525,1 bilhões em crédito para o setor agropecuário. O valor representa aumento de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior.
De acordo com o Ministério da Agricultura, R$ 72,6 bilhões serão direcionados ao Pronamp, programa voltado a médios produtores rurais. Os demais R$ 452,5 bilhões atenderão outros produtores e cooperativas.
“Lançamos um Plano Safra com maior volume de recursos e redução nas taxas de juros. A taxa que era de 14% caiu para 12,5%, e a de 10% passou para 9%”, afirmou Alckmin durante o evento no Palácio do Planalto.
DESTINAÇÃO DOS RECURSOS
Do total anunciado, R$ 384,9 bilhões serão para custeio e comercialização. Outros R$ 140,2 bilhões serão investimentos, valor 38% superior aos R$ 101,5 bilhões do ciclo anterior.
As linhas de investimento priorizam projetos de armazenagem, irrigação, inovação tecnológica e agricultura de baixo carbono. O plano também permite prorrogação de operações em casos de dificuldade temporária dos produtores.
O ministro André de Paula destacou que os recursos do Tesouro Nacional para o setor aumentaram 42% nesta edição. “Responsabilidade fiscal e política pública não são opostos, são complementares”, afirmou.
NOVAS LINHAS DE CRÉDITO
O Pronamp terá linha específica para comercialização, com limite de R$ 2,25 milhões por beneficiário. O limite da linha de Investimento Empresarial subiu de R$ 1 milhão para R$ 1,5 milhão.
Programas como Inovagro e Prodecoop passam a financiar sistemas de armazenamento de energia renovável. O PCA ampliou o escopo para financiar sistemas completos de armazenagem.
As cooperativas terão novos limites de financiamento para armazenagem, processamento e agregação de valor. O plano também autoriza a compra de matrizes e reprodutores em até 30% do valor financiado.
SUSTENTABILIDADE E INFRAESTRUTURA
As menores taxas de juros (8% a 9,5% ao ano) foram destinadas a linhas com impacto ambiental, como recuperação de pastagens e agricultura de baixo carbono. Recursos controlados não poderão ser usados em projetos que suprimam vegetação nativa.
Alckmin destacou investimentos em infraestrutura logística: “A produção precisa chegar aos portos. O presidente Lula tem priorizado essa ampliação”.
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