Rede Municipal de Ensino de Juiz de Fora avançou em todos os componentes avaliados pelo Ideb (Foto: arquivo pessoal)
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UFJF melhora Ideb em escolas de Juiz de Fora

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Um projeto de extensão da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), denominado “Aprender em rede: programa de recomposição de aprendizagens”, contribuiu para o aumento do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em Juiz de Fora. Os dados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2025 foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC).

De acordo com Fernanda Cunha Sousa, professora da Faculdade de Letras da UFJF e coordenadora do projeto “Aprender em Redes”, a iniciativa é uma parceria entre a universidade e a Prefeitura de Juiz de Fora. O objetivo é aprimorar a qualidade da educação básica no município.

A Rede Municipal de Ensino de Juiz de Fora registrou avanços em todos os componentes avaliados pelo Ideb. O índice dos anos iniciais do ensino fundamental aumentou 0,4 ponto, passando de 4,9 para 5,3. Nos anos finais, o crescimento foi de 0,2 ponto, subindo de 4,2 para 4,4 pontos.

Fernanda Cunha Sousa, cuja atuação pode ser verificada em seu currículo Lattes, explicou a origem do projeto: “Foi uma demanda da Secretaria Municipal de Educação direcionada para o Mestrado Profissional em Letras e o Programa de Pós-graduação em Educação Matemática.”

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Ela complementa: “O projeto de extensão “Aprender em Redes” elaborou e implementou um conjunto de ações que visaram à recomposição de aprendizagens de estudantes do Ensino Fundamental, considerando a participação nas avaliações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e análises diagnósticas feitas no início e ao longo da ação.”

A equipe do “Aprender em Redes” foi composta por 88 integrantes, incluindo professores, estudantes e técnico-administrativos em educação da UFJF, além de professores da Rede Municipal de Ensino. O projeto alcançou 59 escolas municipais e 828 alunos do 8º e 9º anos do ensino fundamental.

Adicionalmente, 60 profissionais docentes e coordenadores foram capacitados pela iniciativa. A coordenadora do projeto detalhou a metodologia de trabalho adotada para atingir esses resultados.

Metodologia e Abrangência do Projeto

“Nosso trabalho foi organizado a partir de duas frentes. Realizamos encontros semanais de duas horas com grupos de até 10 alunos de cada uma das turmas formadas por alunos de 8º e 9º ano, indicados pelas direções das 59 escolas da rede participantes”, afirmou a coordenadora.

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Esses estudantes foram atendidos por bolsistas da graduação, com supervisão de docentes da rede pública. As atividades semanais ocorriam em contraturno nas próprias escolas dos alunos. Os docentes supervisores foram orientados por professores universitários especializados.

A orientação dos professores universitários focou em estratégias didáticas e formação continuada. Além dos encontros com alunos, foram organizadas oficinas quinzenais de capacitação para professores de referência e técnicos da Secretaria Municipal de Educação.

Fernanda acrescentou que “Esses grupos foram responsáveis por levar as ações debatidas e planejadas durante as oficinas até as turmas de 3º, 4º e 6º ano das escolas participantes”.

A avaliação da professora sobre o resultado do Ideb, divulgado pelo MEC, é que ele “evidenciou a importância da articulação institucional, da formação docente continuada e inserida na realidade escolar e da constante adaptação à dinamicidade do cotidiano, que é uma característica da extensão universitária.”

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A pró-reitora de Extensão, Érika Andrade, compartilha a avaliação. Ela afirmou que “A melhoria da qualidade da educação básica é um compromisso que tem que envolver a sociedade como um todo. E a universidade, inclusive, tem um papel fundamental nesse processo.”

Érika Andrade complementou: “Na UFJF, entendemos que a nossa responsabilidade não se encerra dentro dos muros da instituição. E é justamente por meio da extensão universitária que podemos colocar conhecimento, formação, pesquisa, inovação a serviço das necessidades concretas que o município tem, inclusive as escolas públicas.”

Ela concluiu que “Contribuir com a melhoria do Ideb, por meio de uma ação de extensão, é contribuir de fato para a transformação social.”

Mais informações podem ser obtidas na Pró-reitoria de Extensão da UFJF.

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