Foto: Imagem: Monkey Business Images | Shutterstock
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Como ajudar crianças e adolescentes a mudarem de escola durante o ano

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A mudança de escola durante o ano letivo pode gerar estresse e impactar o rendimento de crianças e adolescentes. Para auxiliar as famílias nesse processo, a especialista em Psicologia da Educação, Meire Nocito, listou uma série de atitudes que podem tornar a transição mais segura, focando no acolhimento emocional e na adaptação social e pedagógica do estudante, de acordo com informações do jornal O Tempo.

Validar os sentimentos e as preocupações do estudante diante da chegada a uma nova escola é uma atitude de acolhimento. Segundo Meire Nocito, é importante não negar o desconforto inicial. “É normal sentir medo ou insegurança diante do desconhecido. Os pais devem praticar a escuta ativa, considerando aspectos relevantes abordados pelo seu filho nesse momento de transição, e aproveitar esse espaço de diálogo para pontuar as oportunidades”, orienta.

O sentimento de pertencimento ao novo ambiente escolar também exige atenção. Relatos sobre novos amigos, atividades e educadores podem indicar a construção de vínculos positivos. “Nos primeiros dias de aula, promova momentos de descontração em família, para que naturalmente seu filho conte as experiências vividas na escola. O fator segurança é fundamental para que o aprendizado ocorra no ambiente escolar”, ressalta a especialista.

Estratégias de apoio em casa e na escola

Alinhar as expectativas de aprendizagem para o aluno que ingressa na metade do ano é outro fator relevante. “Agende uma conversa com a coordenação pedagógica ou orientação educacional da escola, para compartilhar os desafios pedagógicos do seu filho e traçar um plano de ação eficiente para eventuais defasagens”, destaca Nocito. Essa parceria ajuda a evitar prejuízos no processo de aprendizado de novos conteúdos.

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Manter um ambiente doméstico previsível pode funcionar como um porto seguro. Preservar a rotina, respeitando os horários de sono, refeições e atividades extracurriculares, ajuda a proporcionar conforto e segurança à criança e ao jovem durante o período de transição. Essa estabilidade em casa contrasta com as novidades do ambiente escolar, oferecendo um ponto de equilíbrio para o estudante se sentir mais seguro.

Por fim, a orientação é estimular a criação de novos vínculos sem interromper o contato com os amigos da escola anterior, o que pode diminuir o sentimento de perda. A especialista sugere promover encontros com os antigos colegas e, paralelamente, incentivar o convívio com os novos amigos em casa. Esse equilíbrio ajuda na adaptação social e na manutenção de laços afetivos importantes.

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