O professor aposentado Alfredo Miranda de Góes receberá o título de professor emérito da UFMG nesta sexta-feira (4), às 18h, no auditório 3 “Cerrado” do Instituto de Ciências Biológicas (ICB). A cerimônia contará com a presença do reitor Alessandro Fernandes Moreira.
De acordo com a UFMG, Alfredo Góes atuou como docente entre 1978 e 2016. Após a aposentadoria, permaneceu vinculado à universidade como professor voluntário no Departamento de Patologia do ICB por cinco anos. Atualmente, é pesquisador voluntário no Laboratório de Sinalização de Cálcio.
Durante sua carreira, o professor publicou mais de 270 artigos científicos e recebeu mais de 8 mil citações. Obteve 15 patentes e coordenou 19 projetos em agências de fomento. Foi pesquisador 1A do CNPq por 22 anos e orientou 45 dissertações de mestrado, 47 teses de doutorado e 21 trabalhos de pós-doutorado.
Alfredo Góes fundou o Laboratório de Imunologia Celular e Molecular (LICM), referência em pesquisas sobre esquistossomose, paracoccidioidomicose, câncer de mama, células-tronco e engenharia de tecidos. Sua atuação incluiu parcerias com diversas unidades da UFMG e instituições nacionais e internacionais.
Reconhecimento e legado
Para o homenageado, o título representa a continuidade de seu vínculo com a universidade. “Não vejo um ponto final, mas a confirmação de um pertencimento”, afirmou. Ele destacou a importância das pessoas que passaram por seu laboratório e dos projetos desenvolvidos em conjunto.
A professora Maria de Fátima Leite, do Departamento de Fisiologia e Biofísica, fará a saudação durante a cerimônia. Ela relembrou quando Alfredo Góes lhe ofereceu espaço para pesquisar em 1997: “Ele tem a capacidade rara de fazer as pessoas acreditarem que podem ser melhores”.
Segundo informações da UFMG, Alfredo Góes graduou-se pela UFBA em 1975, concluiu mestrado na UFMG em 1979 e doutorado pela Escola Paulista de Medicina em 1985. Realizou pós-doutorado na Texas A&M University, nos EUA, em 1989.
Suas pesquisas abrangeram imunologia, doenças infectocontagiosas, câncer de mama e engenharia de tecidos. Desenvolveu trabalhos pioneiros com células-tronco e biomateriais, além de estudos sobre esquistossomose e paracoccidioidomicose.
O Laboratório de Imunologia Celular e Molecular, sob sua liderança, concentrou-se no desenvolvimento de tecnologias para prevenção de infecções, marcadores diagnósticos e formulação de vacinas. Alfredo Góes também atuou em programas de pós-graduação e colaborações internacionais.
