Professores da rede particular de ensino de Belo Horizonte e região metropolitana participam de uma assembleia na noite desta quinta-feira (10) para deliberar sobre um indicativo de greve. A reunião, convocada pelo Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas), ocorre em meio a um impasse nas negociações da convenção coletiva de trabalho.
A reunião está marcada para as 18h30, em formato híbrido, no bairro Floresta, na capital mineira. A mobilização ocorre devido ao impasse nas negociações da convenção coletiva. Segundo o sindicato, as tratativas com os representantes das escolas particulares estão paralisadas. “Nós já esgotamos o diálogo. A negociação está parada e o patronal não quer avançar”, afirma a presidente do Sinpro Minas, Valéria Morato.
De acordo com informações do jornal O Tempo, a dirigente sindical afirma que a ausência de um novo acordo coloca em risco direitos previstos na convenção coletiva, que vão além das garantias da legislação trabalhista. Entre eles estão férias coletivas em janeiro, adicionais, piso salarial e bolsas de estudo. “Não é ameaça, é realidade. Enquanto a patronal não assinar a nossa convenção coletiva de trabalho, os nossos direitos estão suspensos”, afirmou Valéria.
A assembleia desta quinta-feira terá como pauta o indicativo de greve, momento em que os professores decidirão se há disposição da categoria para interromper as atividades. “Pela lei, a única ferramenta que nos resta para forçar a Justiça a intervir é a greve. É a única saída e não podemos recuar”, afirmou a presidente do sindicato.
O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino de Minas Gerais (Sinepe-MG), que representa as instituições de ensino, foi procurado para comentar as negociações e a possibilidade de greve, mas não havia se manifestado até o fechamento da reportagem original.
