Projetos do Avança Café enfrentam desafios como escassez de mão de obra e contaminação

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O Hackathon Avança Café 2026, realizado em 26 e 27 de setembro, abordou desafios da cafeicultura, como a escassez de mão de obra e a contaminação do café. O evento ocorreu simultaneamente em Lavras, São Sebastião do Paraíso e Viçosa, reunindo mais de 70 participantes nas unidades do IpêTech e no parque tecnológico da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Em Nova Resende, Ronaldo Adriano Damasceno, de uma família de cafeicultores, levou a questão da falta de trabalhadores. Em São Sebastião do Paraíso, ele e sua equipe, Mandik Agro, desenvolveram um aplicativo para conectar agricultores a trabalhadores rurais, conquistando o primeiro lugar na etapa local.

Em Lavras, a equipe Optigrão, composta por Sinei Félix e Giovanna Miranda, apresentou uma proposta para identificar fungos que produzem ocratoxina A, uma toxina que pode contaminar o café. A solução, baseada em pesquisa universitária, ainda passará por testes para validação na cadeia produtiva.

O Hackathon registrou 138 inscrições no total das etapas. Durante a programação, 30 mentores apoiaram as equipes no desenvolvimento de propostas. As bancas avaliadoras contaram com especialistas em tecnologia, negócios, inovação e agronegócio.

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Os temas abordados incluíram previsão de produtividade com dados climáticos e imagens de satélite, rastreabilidade de lotes, monitoramento de lavouras, gestão de máquinas e armazéns, logística de transporte e aproveitamento de subprodutos do café. As propostas também consideraram o uso eficiente da água e a sustentabilidade.

De acordo com a Ufla, Renata Silva, chefe-adjunta de Inovação e Negócios da Embrapa Café, destacou a diversidade da produção brasileira. Ela ressaltou a importância de ampliar o acesso a conhecimento e oportunidades para que as soluções do Avança Café atendam às necessidades específicas de cada região e produtor.

Antônio Chalfun, diretor dos Parques Tecnológicos da UFLA, vê a continuidade do programa como uma oportunidade para o amadurecimento das propostas. Ele afirmou que as ideias podem gerar empresas e que os parques tecnológicos oferecem apoio e editais para o desenvolvimento dos projetos.

Na classificação de Lavras, a Optigrão ficou em primeiro lugar, seguida por X-Smart Agrolab e BioCarbon. Em São Sebastião do Paraíso, a Mandik Agro venceu, com Kafezim em segundo e Meu Crédito Rural em terceiro. Em Viçosa, as três primeiras colocadas foram Secafé, Sinergia e Cafia.

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As equipes classificadas garantiram participação na fase de pré-aceleração, prevista para começar na segunda quinzena de outubro. Este é o oitavo ano do Avança Café, um programa da Embrapa Café em parceria com a UFLA e a UFV, por meio de seus parques tecnológicos.

A primeira fase do programa uniu questões de produtores e problemas estudados na universidade. As propostas selecionadas agora seguirão para um período de desenvolvimento antes de serem avaliadas em sua aplicação na cafeicultura.

Para mais informações e acesso às fotos do evento, os álbuns completos estão disponíveis nos links abaixo:

CLIQUE NESTE LINK PARA ACESSAR O ÁLBUM COMPLETO DE LAVRAS

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