O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou a Operação Piratas do Asfalto em 7 de outubro. O objetivo é desarticular uma organização criminosa investigada por furtos e roubos de cargas, crimes patrimoniais com violência e ameaça, e comércio ilegal de armas de fogo.
Foram expedidos oito mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram nos municípios de Extrema, Itapeva, Camanducaia e Cambuí, localizados no Sul de Minas Gerais. Seis mandados de prisão foram cumpridos até o momento.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram registradas prisões em flagrante. Os crimes incluem receptação, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Pouso Alegre.
A 2ª Promotoria de Justiça de Extrema e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) também participam da ação. As investigações foram iniciadas pelo Gaeco Regional de Pouso Alegre em março de 2025. Técnicas especiais de obtenção de provas foram empregadas com autorização judicial.
Essas técnicas permitiram identificar a estrutura e o modo de atuação do grupo criminoso. De acordo com as apurações, os investigados atuavam de forma recorrente no furto e roubo de cargas de caminhões às margens da BR-381.
O grupo monitorava acidentes de trânsito e veículos estacionados para realizar saques rápidos. Utilizavam rotas rurais previamente definidas para a fuga. As mercadorias subtraídas eram posteriormente repassadas a receptadores.
As investigações também apontaram a participação da organização em furtos e roubos em sítios e chácaras. Esses locais ficam nas zonas rurais de Camanducaia e Cambuí, em Minas Gerais, e de Joanópolis, no interior de São Paulo.
De acordo com os levantamentos, os crimes eram praticados com uso de armas de fogo e violência contra as vítimas. Em uma das ocorrências investigadas, uma pessoa foi baleada. O aprofundamento das apurações revelou outras práticas.
Entre elas, estelionatos eletrônicos por meio do golpe conhecido como “falso Pix”. Também foi identificada a atuação de integrantes do grupo na posse, porte e comercialização ilegal de armas de fogo. O nome da operação faz referência à atuação do grupo na Rodovia Fernão Dias.
Esta é uma das principais vias de ligação entre Minas Gerais e São Paulo, onde eram praticados os saques e roubos investigados. A Operação Piratas do Asfalto integra a estratégia de atuação conjunta do MPMG e das forças de segurança pública.
O objetivo é o enfrentamento da criminalidade organizada no Sul de Minas. A ação mobilizou cerca de 91 policiais militares, com participação da 17ª Região da Polícia Militar e do 59º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Extrema.
Houve apoio de equipes do Tático Móvel do 20º BPM. A atuação foi coordenada com o Gaeco Regional de Pouso Alegre e as Promotorias de Justiça de Extrema.
