Frasco da Vivaxin, que combate espécie de parasita contra a qual ainda não há vacina disponível no mundo
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UFMG recebe autorização da Anvisa para testar vacina contra malária em humanos

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Uma vacina brasileira contra a malária causada pelo Plasmodium vivax recebeu autorização para iniciar testes em humanos. Desenvolvida pelo CTVacinas da UFMG, em parceria com a USP e o laboratório Cristália, a Vivaxin foi aprovada pela Anvisa nesta quarta-feira, 7.

De acordo com a UFMG, essa é a primeira vacina no mundo direcionada ao P. vivax, parasita predominante nas Américas e Ásia. As duas vacinas atuais contra malária, recomendadas pela OMS, são eficazes apenas contra a espécie P. falciparum.

Detalhes da pesquisa clínica

O estudo de fase 1 avaliará segurança e resposta imunológica em 48 voluntários saudáveis, entre 18 e 59 anos. Os participantes receberão três doses com intervalo de 28 dias, em esquema que inclui grupos com placebo.

As aplicações ocorrerão no Hospital das Clínicas da UFMG, em Belo Horizonte. O acompanhamento durará 360 dias, com monitoramento clínico dos participantes.

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Impacto da malária vivax

Segundo a OMS, houve 9,9 milhões de casos de malária por P. vivax em 2024. Nas Américas, essa espécie respondeu por 63,1% dos casos registrados naquele ano.

O parasita tem particularidades que dificultam o controle, como formas dormentes no fígado que podem causar recaídas. Os sintomas incluem febre, calafrios e dor de cabeça, afetando a capacidade de trabalho.

Contexto brasileiro

O Ministério da Saúde registrou 118.037 casos autóctones de malária em 2025, com 99% concentrados na região amazônica. O Plano Nacional de Eliminação da Malária prevê interromper a transmissão até 2035.

A Resolução-RE 3.956, de 6 de outubro de 2026, da Anvisa, autorizou o avanço dos testes. O documento está disponível no Diário Oficial da União.

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Ricardo Gazzinelli, coordenador do CTVacinas, destacou que a vacina pode contribuir para eliminar a malária no Brasil e na América Latina. O desenvolvimento contou com apoio do MCTI, FNDCT, Finep e Ministério da Saúde.

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