O Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte (MIS BH) realizará nesta quinta-feira (15), às 19h, a sessão “A última casa da rua”. O evento incluirá a exibição de dois filmes: o longa-metragem “Granada” (2024), dirigido por Benedito Ferreira (GO), e o média-metragem “De Codó a Ceilândia” (2025), de Gu da Cei (DF).
Os realizadores dos filmes, contemplados pela 10ª edição do programa Bolsa Pampulha (MAP), participarão de um debate com o público após as projeções. A sessão conjunta tem como objetivo aproximar as realidades e estéticas de Goiânia e Ceilândia.
As narrativas exploram experiências de trânsito, migração, desigualdade e pertencimento. Um texto crítico de Bia Morgado, professora da Universidade de Brasília (UnB), será disponibilizado ao público no dia da exibição.
O longa-metragem “Granada” (2024), de Benedito Ferreira, foi filmado em Goiânia e cidades vizinhas. A obra surgiu de um encontro entre o diretor e Dom, um bailarino.
A premissa do filme é a organização de um espetáculo de dança flamenca no Centro-Oeste. O filme recebeu cinco prêmios no Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) de 2024, incluindo Melhor Longa-Metragem, Direção, Roteiro, Montagem e Fotografia.
Benedito Ferreira, natural de Itapuranga (GO), atua nas áreas de cinema e artes visuais. Ele investiga as paisagens e o imaginário da região central do país. É doutor em Artes pela Uerj e realiza pós-doutorado em Cinema e Audiovisual na USP.
O média-metragem “De Codó a Ceilândia” (2025), de Gu da Cei, narra a trajetória de um casal migrante. Eles deixam o interior do Maranhão em direção ao Distrito Federal.
A mulher, grávida e recém-chegada, enfrenta abandono familiar e violência doméstica. O homem, operário da construção civil, dedica-se a erguer propriedades que não serão suas. Juntos, com o filho, constroem uma história marcada pelo cuidado.
Suas vozes se unem às de outros moradores de Ceilândia, revelando sonhos e desigualdades que permeiam a formação da cidade. Gu da Cei é um dos fundadores da Galeria Risofloras.
Com mestrado em Artes Visuais pela UnB, suas pesquisas abordam o direito à cidade, ao transporte coletivo e aos processos de circulação da imagem urbana. Ele utiliza instalação, performance, vídeo e fotografia em seus trabalhos.
Sobre o Bolsa Pampulha
O Bolsa Pampulha é uma continuidade do Salão de Arte da Prefeitura, instituído em 1937. Desde sua reformulação em 2002, o programa se consolidou como um centro de experimentação.
Ele deixou de ser apenas um prêmio de exibição para focar na investigação e na formação artística. A iniciativa é reconhecida nacionalmente por projetar nomes como Cinthia Marcelle, Marilá Dardot, Laura Belém, Paulo Nazareth, João Castilho, Efe Godoy, Desali, Sallisa Rosa, Froiid e Luana Vitra.
Esses artistas, de acordo com informações da Prefeitura de Belo Horizonte, ocupam atualmente um lugar de destaque no cenário global. Ao priorizar o processo criativo, o edital permite que artistas e pesquisadores em fase de consolidação aprofundem suas trajetórias sob a orientação de uma equipe de curadores e artistas.
Isso reafirma Belo Horizonte como um ponto essencial de diálogo com a arte contemporânea. Mais informações sobre o Bolsa Pampulha podem ser encontradas no Portal PBH.
A sessão de cinema “A última casa da rua: filmes de Benedito Ferreira e Gu da Cei” e o bate-papo com os diretores ocorrerão em 15 de outubro (quinta-feira), às 19h.
O local é o Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte (MIS BH), situado na Avenida Álvares Cabral, 400, Centro. A classificação é livre e a entrada é gratuita.
