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O Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) é fundamental no combate à fome no Brasil, conforme destacou o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) durante a 39ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e Caribe (Larc 39). O evento ocorreu nesta terça-feira (3.03).
De acordo com a secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, Valéria Burity, a superação da fome envolve múltiplas dimensões, como produção, renda, saúde e participação social. Ela participou da mesa temática “Seguridad Alimentaria y Nutricional y Lucha Contra el Hambre”.
Valéria Burity ressaltou que a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional opera por meio do Sisan, que articula ações entre União, estados, municípios e sociedade civil. “A fome não é uma fatalidade, mas resultado de escolhas políticas”, afirmou, citando Josué de Castro.
Governança e estrutura
O Sisan é composto pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), pela Câmara Interministerial (Caisan) e por instâncias estaduais e municipais. Segundo a secretária, sem coordenação e participação social, as políticas não alcançam os territórios de forma efetiva.
Ela destacou que a reativação da Caisan e do Consea em 2023, além da aprovação do Plano Brasil Sem Fome, foi decisiva para reorganizar a ação do Estado. O sistema também implementou protocolos intersetoriais para monitorar famílias em insegurança alimentar.
Resultados alcançados
Dados apresentados mostram que a segurança alimentar nos domicílios subiu de 41,3% em 2022 para 75,8% em 2024. A insegurança alimentar grave caiu de 15,5% para 3,2%, o menor nível da série histórica. Cerca de 26,5 milhões de pessoas deixaram de passar fome.
“Esses números são resultado da articulação entre políticas de renda, agricultura familiar e saúde, organizadas pelo Sisan”, afirmou Valéria Burity. Ela reforçou a necessidade de financiamento estável e fortalecimento das instâncias municipais.
Conferência da FAO
A Larc 39 é o principal fórum da FAO na região para debater desafios em alimentação e agricultura. O Brasil sedia o evento, reafirmando seu compromisso com o combate à fome na América Latina e Caribe.
O MDS mantém um estande no Palácio Itamaraty, onde ocorre a conferência, para apresentar informações sobre o Sisan e a saída do Brasil do Mapa da Fome. Delegações internacionais têm visitado o espaço para conhecer a experiência brasileira.
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