UFLA inicia repasse de recursos para o Programa Inov@ção

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A Universidade Federal de Lavras (UFLA) iniciou a entrega dos cartões pesquisador e o repasse da primeira parcela de recursos do Programa Inov@ção UFLA. O programa contempla 141 propostas selecionadas, totalizando R$18.295.192,35 em investimentos. A reunião de alinhamento institucional forneceu orientações sobre a implementação dos projetos, gestão de bolsas e uso dos recursos.

Nesta primeira fase, foram liberados 40% do valor total para cada projeto, somando R$7.318.076,94. Desse montante, R$3.064.850,12 são para custeio, R$2.571.266,82 para capital e R$1.681.960,00 para bolsas. Os valores de custeio e capital são operados via Cartão BB Pesquisa, enquanto as bolsas serão pagas diretamente pela UFLA.

O Programa Inov@ção foi lançado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI), com colaboração da Diretoria de Inovação e Tecnologia (Dintec), Pró-Reitoria de Planejamento e Gestão (Proplag), Reitoria e uma comissão de acompanhamento. O objetivo é apoiar o desenvolvimento de novos produtos, processos, serviços, métodos e modelos organizacionais.

A iniciativa também visa fortalecer a cultura de inovação na Universidade e promover a articulação entre ensino, pesquisa e extensão. As 141 propostas aprovadas envolvem 515 docentes, 190 técnicos e 580 discentes, demonstrando a participação de diversos segmentos da comunidade universitária.

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O programa destina R$7.662.125,29 para custeio, R$6.428.167,06 para capital e R$4.204.900,00 para bolsas. A distribuição dos projetos por unidades acadêmicas reflete a abrangência da iniciativa, alcançando diversas áreas do conhecimento na UFLA.

A Escola de Engenharia (EENG) possui 28 projetos, com um total de R$ 3.332.294,64. A Escola Superior de Agricultura de Lavras (ESAL) conta com 27 projetos, somando R$ 3.332.753,39. O Instituto de Ciências Naturais (ICN) tem 19 projetos, totalizando R$ 2.778.635,13.

A Faculdade de Ciências da Saúde (FCS) participa com 15 projetos, que representam R$ 2.129.123,00. O Instituto de Ciências Exatas e Tecnológicas (ICET) tem 14 projetos, com R$ 1.672.736,45. A Faculdade de Zootecnia e Medicina Veterinária (FZMV) também possui 14 projetos, somando R$ 1.540.080,76.

A Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas (FCSA) contribui com 10 projetos, totalizando R$ 1.559.975,05. O Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos (ICTIN) tem 9 projetos, que somam R$ 1.295.388,83. A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FAELCH) participa com 5 projetos, totalizando R$ 654.205,10.

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Durante a execução dos projetos, o acompanhamento será realizado de forma articulada entre os setores responsáveis. Este acompanhamento institucional incluirá visitas técnicas agendadas a partir de abril, relatórios periódicos e orientações contínuas. O foco é a aderência aos planos de trabalho e a utilização adequada dos recursos.

De acordo com a UFLA, este acompanhamento possui caráter educativo e de suporte à boa execução dos projetos. As bolsas previstas nos projetos serão operacionalizadas diretamente pela UFLA, com a gestão dos pagamentos realizada por meio do Sistema Integrado de Gestão (SIG).

Caberá aos coordenadores submeter, via sistema, as solicitações de pagamento dos bolsistas, acompanhadas dos formulários institucionais exigidos. Estes formulários integram o fluxo de registro e controle das concessões, permitindo o acompanhamento das atividades e a conferência das informações antes da liberação dos pagamentos.

Do montante do recurso previsto no Programa, R$4.204.900,00 serão destinados à concessão de bolsas, em atendimento às demandas dos coordenadores. A professora Heloisa Oliveira dos Santos, da Escola de Ciências Agrárias (ESAL), coordena o projeto RendeTech Café.

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O projeto RendeTech Café busca desenvolver protocolos de amostragem e metodologias para estimar o rendimento real das lavouras de café ainda em campo. Segundo Heloisa Oliveira dos Santos, “Hoje, muitos produtores trabalham com metodologias distintas e só têm uma noção mais precisa do rendimento após o processamento do café.”

A docente explica que “A ideia é permitir essa predição ainda na lavoura, o que contribui para decisões mais assertivas sobre colheita, comercialização e gestão da produção”. Ela destaca que o apoio do programa é fundamental para viabilizar atividades práticas, como visitas técnicas e o desenvolvimento de um equipamento para estimativa de rendimento.

Heloisa Oliveira dos Santos afirma que “Esse tipo de iniciativa exige flexibilidade de uso dos recursos e favorece o desenvolvimento de soluções com aplicação direta no campo, aproximando a pesquisa das demandas reais do setor produtivo”.

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