Metrô BH marca 3 anos de concessão com obras e expansão apesar de críticas dos usuários

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Segundo o diretor-geral do Metrô BH, Julio Freitas, o sistema passa por um momento de transformação. “Nesses três anos a gente fez muita coisa: revitalizamos as 19 estações, os trens e conseguimos reduzir significativamente a quantidade de falhas”, afirmou ele durante a coletiva de imprensa realizada na Estação Vilarinho, na capital mineira.

A inauguração da Estação Novo Eldorado, em Contagem, no mês de fevereiro, é um dos principais marcos da concessão. De acordo com informações do jornal O Tempo, a unidade é a primeira nova estação em mais de duas décadas e tem capacidade para atender aproximadamente 7 mil passageiros por dia, conforme divulgado pela concessionária.

Outro ponto de destaque é o avanço nas obras da Linha 2, que terá sete novas estações e 10,5 quilômetros de extensão. As duas primeiras, Nova Suíça e Amazonas, já estão com mais de 90% das obras concluídas. A previsão é que elas comecem a operar no primeiro semestre de 2026, ampliando a rede metroviária da região.

O diretor também mencionou a renovação da frota e a chegada de novos veículos ao sistema. “Até o fim do ano, teremos 10 novos trens para operar. Em 2028, teremos um metrô completamente revitalizado”, disse Freitas. Ele reconheceu que as obras atuais geram transtornos, mas são necessárias para a melhoria futura do serviço.

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Usuários relatam demora, lotação e preço alto

Sobre o valor da tarifa, uma queixa frequente dos passageiros, Freitas esclareceu que a decisão não cabe à concessionária. “A tarifa pública é uma prerrogativa do Governo do Estado. A concessionária não tem ingerência sobre essa questão”, afirmou o diretor-geral do Metrô BH, isentando a empresa da responsabilidade sobre o preço da passagem.

A professora Gabriele Martins, de 26 anos, reconhece melhorias na frequência dos trens, mas aponta que a lotação e o custo continuam sendo problemas. “Vejo melhoras na quantidade de trens, embora ainda estejam sempre cheios. A demora diminuiu, mas o valor eu acho caro pelo que entrega”, disse a usuária do sistema.

Para a cozinheira Maria Rodrigues, de 68 anos, o principal problema são os intervalos entre as viagens, que afetam sua rotina de trabalho. “O problema tem sido os intervalos. Ficamos esperando de 10 a 20 minutos e, quando chegamos, já perdemos o ônibus. Isso impacta porque acabo chegando atrasada no trabalho”, relatou.

A atendente Geisane Guedes, de 21 anos, também critica o preço da passagem e sugere a ampliação do horário de funcionamento do metrô. “Além do preço, que é um absurdo, acho que podia ter mais horários, principalmente para quem sai tarde. Se a grade fosse maior, ainda justificava o valor”, avaliou a passageira.

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