A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela um aumento nos casos de bullying em escolas de Minas Gerais. O levantamento aponta que um em cada quatro estudantes adolescentes do estado se sentiu humilhado por colegas de forma repetitiva no período de um mês.
De acordo com o levantamento do IBGE, 28,3% dos estudantes adolescentes afirmaram ter sofrido humilhações por provocações de colegas duas ou mais vezes em um mês. O dado, referente à coleta de 2024, representa um crescimento em relação à edição anterior da pesquisa, realizada em 2019, quando o percentual de vítimas de bullying era de 22,1%, indicando um aumento de 6,2 pontos percentuais.
A pesquisa também detalha o perfil de agressores e vítimas por gênero. Conforme os dados, os meninos são maioria entre os que admitem praticar bullying, com 18,8% confessando as agressões, em comparação com 10,0% das meninas. Por outro lado, as meninas se declaram mais como vítimas, com 31,1% relatando ter sofrido humilhações, enquanto entre os meninos o índice é de 25,5%.
O próprio levantamento do IBGE alerta para as consequências dessa prática. “O bullying escolar, caracterizado por comportamentos agressivos repetitivos e intencionais, que representam desequilíbrio de poder entre os envolvidos, compromete significativamente a experiência escolar dos estudantes, afetando sua autoestima, aprendizagem e permanência na escola”, destaca um trecho do documento divulgado nesta quarta-feira.
Principais Motivações
A aparência do rosto (30,9%) e do corpo (27,2%) são os principais motivos para o bullying, segundo o relato dos próprios estudantes. A pesquisa também mostra que a cor ou raça foi citada como motivo por 13,2% dos alunos. De acordo com informações do jornal O Tempo, este índice quase dobrou em comparação com os 6,9% registrados na pesquisa de 2019.
Para a realização da PeNSe em Minas Gerais, o IBGE entrevistou 4.933 estudantes com idades entre 13 e 17 anos. A amostra incluiu alunos do 7º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, abrangendo tanto a rede pública quanto a privada. O objetivo do estudo é investigar hábitos, comportamentos e as condições de saúde dos escolares no país.
