UFLA celebra o Dia Mundial da Água em Lavras

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A Universidade Federal de Lavras (UFLA) participou da celebração do Dia Mundial da Água em 24 de março, terça-feira. As atividades ocorreram na Praça Dr. Augusto Silva, em Lavras, e contaram com a colaboração da Prefeitura de Lavras, Copasa, Corpo de Bombeiros e Agência Regional de Proteção Ambiental (ARPA).

O evento ofereceu palestras, experimentos científicos e distribuição de panfletos, mudas e brindes. Um estande da Polícia Militar do Meio Ambiente expôs animais silvestres taxidermizados, comuns na região, para conscientização sobre a preservação ambiental.

De acordo com o sargento Bruno Furtado Garcia, da 5.ª Companhia de Meio Ambiente, o foco principal foi demonstrar a importância da preservação ambiental para as novas gerações. A iniciativa incluiu o ensino sobre animais da região, como denunciar maus-tratos e a prevenção de incêndios.

Segundo a UFLA, o estande da instituição apresentou um experimento científico sobre a reação química no tratamento de água. Também foram distribuídos folhetos informativos sobre o Dia Mundial da Água, abordando o tema “Água e Gênero”, proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU).

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O professor Gilberto Coelho, diretor de meio ambiente da UFLA, destacou a produtividade da interação entre as entidades. Ele afirmou que a união de conhecimentos forma uma “grande engrenagem”, transmitindo informações para a população.

O tema “Gênero e Água”, discutido pela ONU em 2026, visa promover uma reflexão sobre comunidades sem acesso à água e saneamento básico. Essas condições afetam principalmente mulheres e crianças.

A falta de abastecimento de água e saneamento básico impacta a higiene, especialmente na saúde menstrual. Isso pode impedir a frequência em ambientes sociais, de trabalho e escolares, conforme informações da UFLA.

Em 7 de cada 10 lares, mulheres e crianças são responsáveis por buscar água em regiões distantes, o que as torna vulneráveis a diferentes formas de violência. A maioria das famílias em situação de vulnerabilidade é chefiada por mulheres negras ou pardas.

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O diretor da UFLA informou que mais de 800 estudantes participaram do evento, mostrando interesse nos processos de tratamento de água. Entre os adultos, foi observado que muitos desconheciam as dificuldades enfrentadas por mulheres na coleta de água em comunidades de difícil acesso.

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