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O programa Computadores para Inclusão, do Governo Federal, já destinou 847 equipamentos a instituições que atendem pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa é coordenada pelo Ministério das Comunicações e busca promover acesso à tecnologia para melhorar comunicação, aprendizado e autonomia.
De acordo com o Ministério das Comunicações, as doações permitiram a criação de 81 pontos de inclusão digital, beneficiando crianças, jovens e adultos com autismo. Os computadores servem como ferramentas para expressão e interação, especialmente para pessoas não verbais ou com dificuldades de comunicação.
“A inclusão digital é, acima de tudo, inclusão social. Quando levamos computadores e acesso à internet para pessoas com autismo, estamos garantindo igualdade de oportunidades e ampliando horizontes para o aprendizado e o desenvolvimento”, afirmou o ministro Frederico de Siqueira Filho.
Recursos digitais e impacto
Especialistas destacam que aplicativos e plataformas digitais podem auxiliar no desenvolvimento de pessoas com TEA, oferecendo recursos como comunicação alternativa e rotinas visuais. No Brasil, aproximadamente 2,4 milhões de pessoas têm diagnóstico de autismo, segundo o IBGE.
O programa prioriza instituições como escolas, associações e centros especializados. Desde sua criação, já entregou quase 80 mil equipamentos e implantou cerca de 6 mil pontos de inclusão digital em todo o país. Os computadores são recondicionados em centros especializados, evitando descarte inadequado.
Ampliação e sustentabilidade
Até dezembro de 2025, o programa atingiu a marca de 70 mil computadores doados, beneficiando mais de 700 mil pessoas. Além disso, foram criados 5,7 mil laboratórios de informática em mais de 1,3 mil municípios.
A iniciativa também qualifica profissionais: mais de 74 mil alunos foram formados em cursos de informática e manutenção. Os Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs) já trataram mais de 11 mil toneladas de resíduos eletrônicos, seguindo princípios de economia circular.
Equipamentos obsoletos de órgãos públicos são recuperados nos CRCs e destinados a escolas, comunidades indígenas, quilombolas e áreas remotas. A manutenção é realizada por alunos dos cursos de capacitação, que ganham experiência para o mercado de trabalho.
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