O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União), afirmou nesta segunda-feira (6) que a prefeitura trabalha com o “caixa apertado”. Durante prestação de contas na Câmara Municipal, ele prometeu equilibrar as finanças até o fim do ano, apesar de um déficit previsto de R$ 787 milhões para 2026 e da queda na arrecadação de impostos.
A sessão durou três horas e meia e teve questionamentos de 24 dos 41 vereadores, além de manifestações. De acordo com informações do jornal O Tempo, ocorreram discussões entre o prefeito e dois parlamentares do PL. Damião explicou que o equilíbrio das contas virá com readequação de gastos, e não com cortes de serviços para a população.
O principal peso financeiro, segundo o prefeito, é o subsídio de R$ 800 milhões ao transporte público, repassado para manter a passagem em R$ 6,25. “Hoje existe o subsídio em Belo Horizonte. E nós tivemos que acordar com ele e conviver com ele. Não vou fazer a passagem duplicar. O subsídio é uma realidade”, justificou o prefeito durante a sessão.
Damião afirmou que a situação limita a gestão: “A gente está trabalhando com o caixa apertado. Gosatarismoa de estar fazendo outras coisas, mas a gente não consegue porque temos que pagar as contas”. Ele disse que a readequação envolverá otimizar funções, citando como exemplo a nomeação do novo secretário de Saúde, Miguel Paulo Eduardo Neto.
O novo secretário já ocupou o mesmo cargo no Espírito Santo, onde, segundo o prefeito, realizou um trabalho de readequação de gastos. “Ele fez isso lá (readequação de gastos) e fará aqui”, disse Damião, sinalizando a expectativa de que a experiência do gestor contribua para o equilíbrio financeiro da capital mineira.
