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O Governo de Minas Gerais lançou o Plano Estadual de Hidrogênio de Baixa Emissão (PEH2BE), com diretrizes para estimular a adoção dessa tecnologia na economia mineira e avançar na descarbonização. O documento foi publicado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG).
De acordo com o governo estadual, o PEH2BE está alinhado ao Plano de Ação Climática de Minas Gerais (PLAC-MG), que prevê metas para reduzir a intensidade de carbono e aumentar a eficiência energética na indústria. O plano completo está disponível no site da Sede-MG.
O hidrogênio de baixa emissão tem potencial para descarbonizar setores como transporte e indústria, além de armazenar energia eólica e solar, evitando desperdícios. O plano apresenta estratégias para desenvolver pesquisa, inovação e capacitação de mão de obra nessa cadeia produtiva.
“Temos setores econômicos diversificados e instituições de ensino que podem transformar Minas em um hub do hidrogênio”, afirmou Raphael Evaristo, superintendente de Política Minerária, Energética e Logística da Sede-MG.
Setores beneficiados
Entre os segmentos que podem ser impactados pelo hidrogênio de baixa emissão estão siderurgia, mineração, transportes e fertilizantes. Na siderurgia, o H2BE pode substituir carvão, coque e gás natural, reduzindo emissões de CO2.
Na mineração, o combustível pode ser usado em veículos fora de estrada, substituindo o diesel. A qualidade do minério de ferro mineiro também pode contribuir para reduzir a demanda energética na siderurgia.
Compromisso com a descarbonização
Minas Gerais foi o primeiro estado da América Latina a aderir à campanha Race to Zero em 2021, que busca zerar emissões de gases de efeito estufa até 2050. O PLAC-MG estabelece diretrizes para enfrentar as mudanças climáticas.
Outra iniciativa é a Rota da Descarbonização, conduzida pela Invest Minas, que promove investimentos privados de baixo carbono no estado. Mais informações estão disponíveis no site do programa.
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