Profissões em tecnologia e dados para mudança de carreira

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“O Brasil tem, reconhecidamente, um dos sistemas de pagamentos mais avançados e seguros do mundo. Isso não significa que estamos imunes a incidentes, pois nenhum sistema no mundo está. Mas significa que temos estrutura para detectar, conter e responder com rapidez. O amadurecimento do setor nos últimos anos, especialmente com a chegada das fintechs e do open finance, também trouxe mais inovação em segurança”, destaca Gustavo Siuves, especialista em tecnologia financeira e CRO da Azify.

Profissionais de Ciência, Engenharia e Governança de Dados

A demanda por cientistas de dados cresceu mais de 650% desde 2012, conforme dados da The Chronicle of Higher Education. A profissão está entre as 20 que mais crescem nos Estados Unidos, com estimativa de expansão de 31% nos próximos 10 anos. Esses profissionais transformam grandes volumes de dados em informações para a tomada de decisões estratégicas.

O mercado brasileiro de Big Data Analytics, por sua vez, deve atingir US$ 5,53 milhões até 2029, segundo a Mordor Intelligence. Com o aumento do volume de dados gerados, especialistas em big data se destacam por processar e analisar essas informações, ajudando as organizações a identificar oportunidades e melhorar suas estratégias de negócio.

No segmento financeiro, esses especialistas analisam transações em tempo real, aprimoram modelos de crédito e identificam padrões de comportamento. “Entender a importância do compartilhamento de dados e adotar práticas seguras pode trazer inúmeros benefícios, tanto para consumidores quanto para empresas, promovendo um ambiente digital mais seguro e eficiente”, destaca o especialista Alan Mareines, CEO da fintech Lina Open X.

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Com regulamentações como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a governança de dados tornou-se crucial. Profissionais da área criam políticas e processos para garantir que os dados sejam gerenciados com segurança, eficiência e em conformidade com a legislação vigente, protegendo as informações de clientes e da própria empresa contra usos indevidos.

“A governança de dados abrange um conjunto de práticas, processos e políticas que garantem a qualidade, segurança e uso ético dos dados. Com a IA, esses aspectos tornam-se ainda mais críticos”, destaca o especialista Paulo Simon, da Keyrus no Brasil. “Além disso, a governança de dados assegura que os dados utilizados sejam precisos, completos e atualizados, o que é essencial para o treinamento eficaz e confiável dos modelos de IA, melhorando assim a performance dos algoritmos”.

Especialistas em Business Intelligence e Defesa Cibernética

O Business Intelligence (BI) é utilizado por empresas para tomar decisões baseadas em dados reais, transformando informações do dia a dia em análises estratégicas. Especialistas em BI e em estratégias orientadas por dados (data-driven) auxiliam as organizações a compreender seus resultados, identificar tendências de mercado, encontrar oportunidades de crescimento e otimizar processos internos para alcançar melhores resultados.

Já a defesa cibernética é uma vertente da cibersegurança que atua durante um ataque em andamento. Enquanto a cibersegurança foca em prevenção e proteção, a defesa cibernética concentra-se na reação rápida para conter a ameaça. No dia a dia, esses profissionais monitoram sistemas, identificam invasões em tempo real e agem para reduzir os danos causados.

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Eles também são responsáveis por recuperar as operações o mais rápido possível, garantindo que a empresa retorne à normalidade com o menor impacto. Conforme explica Fernando Corrêa, especialista da Security First, “o que antes era ação pontual tornou-se uma indústria altamente automatizada. Com o uso crescente de inteligência artificial, ataques são personalizados em escala, explorando comportamento humano com precisão cada vez maior”.

Arquitetos de Nuvem, Engenheiros de Software e Especialistas em IoT

O arquiteto de soluções em nuvem planeja, estrutura e gerencia ambientes de computação em nuvem, garantindo que sistemas, dados e aplicações funcionem de forma segura e eficiente. Ele define a organização da infraestrutura na nuvem, considerando desempenho e proteção das informações. Arquitetos sêniores, especialmente com experiência em múltiplas plataformas, são muito disputados no mercado atual.

“A crescente migração para soluções em nuvem e ambientes híbridos multicloud torna esse profissional estratégico para a infraestrutura digital moderna”, explica o especialista em mercado de trabalho em tecnologia e CEO da Impulso, Sylvestre Mergulhão. A retenção desses talentos é um desafio para as empresas que dependem de infraestrutura de nuvem complexa.

O engenheiro de software desenvolve e mantém sistemas e aplicações, utilizando metodologias ágeis para entregas rápidas e seguras. A transformação digital exige profissionais que dominem programação e práticas que garantam agilidade na inovação. Engenheiros sêniores com experiência em arquitetura de sistemas e liderança técnica são frequentemente contratados antes mesmo de estarem disponíveis no mercado.

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Por fim, o especialista em Internet das Coisas (IoT) projeta sistemas que conectam dispositivos físicos à internet, como sensores e equipamentos. Ele desenvolve soluções para automatizar tarefas e criar ambientes inteligentes em residências, empresas e cidades. A demanda por esses profissionais cresce à medida que mais dispositivos são conectados, exigindo especialistas para gerenciar a comunicação e analisar os dados gerados.

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